Direitos humanos. Advogada e ativista iraniana condenada a sete anos de prisão

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A advogada iraniana Nasrin Sotoudeh, uma defensora dos direitos humanos detida desde meados de junho, foi condenada hoje a sete anos de prisão pela justiça do país, anunciou a agência de notícias semioficial Isna.

“Nasrin Sotoudeh foi condenada a cinco anos de prisão por conspiração contra o sistema e a dois anos por ofender o líder” supremo Ali Khamenei, indicou o juiz Mohammad Moghiseh, responsável do tribunal revolucionário n.º 28 de Teerão, segundo a Isna.
O tribunal “realizou uma audiência para este julgamento em que a minha cliente não estava presente e entendemos que o tribunal a condenou à revelia”, explicou Mahmoud Behzadi-Rad, um dos advogados de Nasrin Sotoudeh, à agência de notícias iraniana Irna.
O advogado da defensora dos direitos humanos não especificou a data da audiência nem se estava presente.
“O caso foi encaminhado ao tribunal de recurso”, referiu o juiz Mohammad Moghiseh.
Em janeiro, o marido da advogada, Reza Khandan, também foi condenado a cinco anos de prisão por “conspiração contra a segurança nacional” e a um ano por “propaganda contra o sistema”.

Nasrin Sotoudeh, militante dos direitos humanos no Irão, foi distinguida em 2012 com o Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento, atribuído pelo Parlamento Europeu.
Sotoudeh defendeu várias mulheres detidas por retirarem nas ruas os lenços que devem cobrir-lhes o cabelo em público, em protesto contra a obrigatoriedade desta prática no Irão desde a revolução islâmica de 1979.
A advogada foi detida em meados de junho para cumprir uma pena de prisão de seis anos, após ter sido condenada à revelia por espionagem, segundo os seus advogados, que consideraram o veredicto ilegal.

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