Edifício do Regimento de Guarnição nº2 espelha o abandono dos serviços do Estado na Região

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A deputada do PSD/Açores na Assembleia da República, Berta Cabral, considera que o estado de degradação das instalações, mas também a falta de modernização dos meios operacionais, dos serviços de soberania na Região, “revelam bem a forma como, sistematicamente, o Governo da República esquece a Região”.

“Os Açores, estão sempre no fim de linha de qualquer modernização ou de qualquer inovação introduzida a nível nacional”, criticou a social democrata, após visitar o Regimento de Guarnição nº2 (RG2), em Ponta Delgada, “que tem problemas graves de instalações, que o seu Comandante procura minimizar, fazendo verdadeiros milagres com os poucos recursos orçamentais que lhe são atribuídos. Flagrante é também a necessidade de novos meios de comunicações, mais atualizados, e que há muito existem no Continente”, referiu.

Berta Cabral acusa diretamente “a austeridade de Mário Centeno, consubstanciada nas cativações colossais que faz nas rubricas do investimento público, e que têm condicionado quer a manutenção quer a construção de novos edifícios para as Forças Armadas e para o Exército, em particular”, afirmou.

Para a deputada açoriana, há obras de remodelação das atuais instalações “que são indispensáveis para dar o mínimo de dignidade aos militares que prestam serviço no RG2. Independentemente de uma futura transferência da unidade para São Gonçalo”, explica.

Berta Cabral sublinha que o quartel dos Arrifes “é o pior do país, em termos de instalações, mas em contrapartida é aquele que atrai mais militares em regime de contrato e voluntariado”.

“E isso deveria ser motivo de uma maior atenção e responsabilidade por parte do Governo da República na criação de melhores condições de operacionalidade e de acolhimento desses militares”, defende.

No que diz respeito à transferência para São Gonçalo, “é de todo inaceitável que implique redução de capacidades, sobretudo operacionais e de apoio à proteção civil”, considera a social democrata.

“A transferência do Regimento dos Arrifes para São Gonçalo tem de ser uma mais valia, e nunca pode significar redução de efetivos e perda de capacidade de intervenção”, refere.

A parlamentar lembra que os Açores são uma região “com características sísmicas particulares, muito vulneráveis a catástrofes naturais, pelo que a dimensão operacional do Exército relacionada com o apoio às populações não pode ser reduzida, independentemente das transferências de instalações e das sinergias que possam daí resultar”, acrescenta.

Berta Cabral comprometeu-se a defender, através da sua ação na Assembleia da República e junto do Governo da República, “a manutenção dos efetivos e da capacidade operacional do Exército nos Açores, como forma de melhor defender os açorianos e um arquipélago cada vez mais expostos a fenómenos naturais e climáticos extremos”, concluiu.

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