Na reta final do seu terceiro e último mandato à frente da Junta de
Freguesia da Ribeirinha, Paulo Castelo deixa dois apelos à população: “ainda mais união institucional” e um maior envolvimento dos “jovens nos movimentos associativos de terra”.
Apesar de ser uma freguesia pequena em termos populacionais, sublinha que a Ribeirinha “é muito rica culturalmente”, por isso é fundamental garantir a
continuidade dessa riqueza.
À beira de completar 12 anos de presidência, no âmbito das eleições regionais e das entrevistas com os Presidente de Junta que o Tribuna das Ilhas tem vindo a publicar, o autarca faz um balanço positivo da ação do seu executivo, destacando obras estruturantes como o novo Parque Renascer, que devolveu centralidade à freguesia após o sismo e a deslocação da população para sul e o parque infantil dos Espalhafatos.
Aponta também os melhoramentos na zona balnear, a recuperação da ermida de São Pedro e o reconhecimento ambiental com o galardão Eco-Freguesia.
Entre os desafios enfrentados e promessas por cumprir, demonstra a sua frustração pelo facto do projeto de recuperação do Farol da Ribeirinha não ter avançado. Uma ambição que, no seu entender, é fundamental para o desenvolvimento da freguesia.
Quanto ao protocolo de delegação de competências, reconhece que os recursos financeiros aumentaram, mas continuam a ser insuficientes para fazer face às necessidades efetivas e à subida dos custos.
Paulo Castelo despede-se com um profundo agradecimento pelo apoio e confiança recebidos, especialmente no segundo mandato, onde alcançou um volume de votos só comparável ao de 1979. “Esta foi a minha motivação, mas acima de tudo o amor à minha terra”, assumiu.
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