Eleições: Líder do PAN alerta que maioria absoluta “afunila sistema democrático”

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O porta-voz do partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN), André Silva, alertou hoje que uma maioria absoluta nas legislativas que se avizinham “afunila o sistema democrático” e defendeu a necessidade de impedir essa “visão única” do país.“Tenho falado hoje em evitar a maioria absoluta não proativamente, mas em resposta àquilo que as pessoas nos têm dito”, afirmou André Silva aos jornalistas, em Évora, à margem de uma ação de rua, com distribuição de panfletos e das medidas que o PAN preconiza para as eleições legislativas de 06 de outubro.
Em plena Praça do Giraldo, no “coração do centro histórico e “sala de visitas” da cidade alentejana, acompanhado pelo cabeça-de-lista do partido pelo círculo de Évora, Luís Teixeira, o líder nacional do PAN conversou com habitantes, a maioria idosos, que, durante a manhã, encontrou sentados nos bancos do espaço público ou de passagem pela zona.
Em várias dessas conversas, André Silva apelou ao reforço na votação no PAN, para que seja possível eleger mais do que um deputado nestas legislativas, e alertou para a necessidade de impedir uma maioria absoluta.
As pessoas, disse aos jornalistas, afirmaram que “vão confiar no PAN” e “dar força” ao partido “para que não exista uma maioria absoluta, porque sabem que uma maioria absoluta, seja de que partido for, afunila o sistema democrático”.
O deputado e líder do partido afiançou que é preciso impedir “o avançar de algumas propostas que são apenas e só meramente eleitoralistas, circunstanciais do tempo” que se vive, próximo das eleições legislativas.
“E as pessoas reconhecem isso e reconhecem que o PAN pode ter uma força acrescida e muito positiva de consolidação do sistema democrático, ao trazer novos temas e novos assuntos ao debate”, argumentou.Segundo André Silva, depois de ouvir comentários de que os políticos “são todos iguais” por parte de alguns transeuntes, “a melhor forma de as pessoas demonstrarem o seu desagrado relativamente aos partidos tradicionais e à política convencional é ir às urnas e votar num partido alternativo” e “diferente”, com uma “nova forma de fazer política”.
“E, no caso do PAN, aquilo que tenho dito é que temos dado provas ao longo dos últimos quatro anos com imensas propostas que conseguimos fazer aprovar”, frisou.
Às pessoas que receberam os panfletos e que o ouviram ou desejaram “felicidades” ou “boa sorte” nas eleições que se avizinham, André Silva não se cansou de elencar as medidas que, destacou, o partido conseguiu que fossem aprovadas no parlamento e prometeu continuar “esse trabalho”.
Daí, a importância do reforço da votação no partido, para impedir “que o país seja governado por uma visão única e afunilada”.
Após ouvir habitantes manifestarem preocupações em relação ao ambiente, às baixas pensões, às alterações climáticas e à “catástrofe” em que o planeta se encontra ou mesmo um guia turístico a indicar a turistas asiáticos que aquele era “o partido que defende os animais”, André Silva disse ainda aos jornalistas que o partido quer criar uma secretaria de Estado para a 3.ª idade.
Em Évora, como noutras regiões do interior do país, existem “pessoas que estão muito isoladas, que muitas vezes estão deprimidas, com pensões baixas”, e “é importante” dar “respostas” a esta população, argumentou o líder do PAN, que visitou no terreno o projeto LIFE LINES, coordenado pela Universidade de Évora e que promove a biodiversidade e a redução da sinistralidade animal, como a de anfíbios, nas estradas.

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