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Estante | “Horta. Uma viagem à cidade-ilha dos museus”

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No passado dia 28 de fevereiro, no Salão Nobre da Câmara Municipal da Horta, foi apresentado o livro Horta. Uma viagem à cidade-ilha dos museus da autoria de José Luís Neto.

Ao Tribuna das Ilhas, o autor explicou que esta obra resulta de um desafio “lançado por Ernesto Rezendes, das Letras Lavadas, para integrar uma coleção de perspetivas refrescantes e invulgares sobre sítios conhecidos – as três grandes cidades históricas açorianas – coordenada pelo Nuno Costa Santos”. Segundo avançou este em concreto “pretende ser um guia de viagem, à cidade e à ilha, mas a partir de uma perspetiva pessoal”, tratando-se “no fundo, uma visita guiada de um antigo diretor do museu, que muito se envolveu e participou na sua comunidade”.

Relativamente às dificuldades sentidas, o escritor referiu a este semanário que a maior “esteve no trabalho de edição propriamente dito”. “O Nuno sugeriu cortes e, em verdade, bem. Quase metade foi-se, em favor da sua legibilidade. Para mim foi difícil, pois que tinha muita vontade de falar de todos aqueles que considero contribuírem para construir uma renovada centralidade faialense, essa utopia necessária. Eram três vezes mais gentes do que aqueles que ficaram referidos. E nomeio mais de uma centena. Os demais terão de encontrar sabedoria para me desculpar, ou não”, contou.

Sobre o feedback do público, José Luís Neto afirmou que “ainda é cedo para se tirarem conclusões sobre o lugar que esta obra ocupará na literatura faialense”, contudo observou que “tem contribuído positivamente para aumentar hábitos de leitura na ilha” e ocupa “há um mês o top-5 de vendas em Angra do Heroísmo”, bem como “tem tido boa saída em Ponta Delgada”. “É revelador da grande atração e curiosidade que o Faial provoca nas demais ilhas dos Açores”, registou o escritor, lamentando o facto de na ilha não existir uma livraria.

No que diz respeito à reflexão que o autor espera que os leitores retirem do seu livro, José Luís Neto salientou que a sua obra “é uma narrativa de conhecimento, que leva à compreensão” e que “dela, sai um convite à ação”. Nesse contexto, realçou que somos “os construtores de um a fazer”. O autor também referiu a situação cultural da cidade, mencionando o estado de um museu de arte sacra que está quase encerrado e a redução de visitantes no museu da cidade. Para o escritor “só haverá renovada centralidade com conhecimento, cultura e imaginação”, sublinhando que “o capital humano é o melhor dos recursos existentes”.

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