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Expomar e Feira Gastronómica pólos de atração importantes para a Semana do Mar

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A 42ª Semana do Mar (SM) está a poucos dias de começar. Este ano o maior cartaz turístico da Ilha do Faial decorre entre 6 e 13 de Agosto. Música, concertos, espectáculos, folclore, regatas transformam esta festa não só num festival mas também num cartaz de promoção turística para o concelho e para a cidade da Horta. Ao longo dos anos 
a festividade tem vindo a evoluir ea diversificar o leque de atividadesde forma a se tornar mais atrativa não só para os locais como para aqueles que nesta altura nos visitam.
Exemplo dessa diversificação são a Expomar e a Feira Gastronómica, que há mais de uma década integram o programa da SM. Ao Tribuna das Ilha, Carlos Morais, presidente da Câmara do Comércio e Industria da Horta (CCIH), falou-nos da importância que dão a este evento.
 
Nos últimos anos a Feira Gastronómica e a Expomar, fazem parte da SM como pólos de atração que têm vindo a afirma-se junto do público e dos empresários.
A Expomar, localizada numa tenda montada na Marina da Horta destina-se a empresas ou entidades com atividades ligadas ao mar como forma de mostrar o que de melhor existe na área da pesca e da náutica. 
A Feira Gastronómica, também já com presença assídua, traz a este certame para além dos sabores da gastronomia açoriana, iguarias continentais.
Para Carlos Morais, ambos os certames são importantes para o sucesso da SM. No que se refere à Expomar o representante dos empresários entende que “esta é sempre uma atividade interessante enquanto demonstração daquilo que existe na área das pescas”.
O empresário adiantou que para esta área das atividades ligadas ao mar, nesta edição, vão “tentar apostar numa coisa diferente”, nomeadamente no que ao número de expositores diz respeito. “Estamos a trabalhar nesse sentido”, avançou, considerando que esta mostra “é sempre um momento importante para os empresários locais”, que deve ser aproveitada.
Quanto à Feira Gastronómica, Morais entende, que apesar de “não termos uma oferta tão diversificada como a que existe noutras ilhas dos Açores”, esta feira, não deixa de ser um “pólo de atração importante” uma vez que permite “aos faialenses conhecer outras experiências gastronómicas, de outros locais nacionais”.
Sobre este assunto o presidente da CCIH, defendeu ainda que “esta possibilidade de durante aqueles dez dias, podermos conviver com outras experiências gastronómicas tem vindo a ganhar um lugar de destaque na SM, “uma vez que temos pelo menos dois restaurantes que já vem cá há muitos anos porque é bom para o seu negócio”. Para Carlos Morais a feira gastronómica é uma aposta ganha que deve continuar.
Relativamente a aspetos que devem ser melhorados nestas duas áreas, Morais entende que se poderia apostar na presença de “alguns Chefes de Cozinha de outras paragens”, sem no entanto esquecer a “restauração local”. Nesta matéria o presidente reconhece que esta é uma “altura difícil para conseguir mobilizar mais restaurantes” tendo em conta que a SM acontece na época alta. Na parte da Expomar, também o mês de agosto se apresenta como uma condicionante. O empresário, afirma, já ter defendido que “a Semana do Mar devia mudar de data”.
“No mês de agosto, muitas fábricas estão fechadas, no território nacional e não têm disponibilidade para virem expor os seus produtos nessa altura”, referiu.
O presidente da CCIH, tem acompanhado a SM desde a sua primeira edição e portanto conhece bem a evolução que esta festa teve “desde a passagem do Largo do Infante, para a Marina, até à zona onde está hoje”, por isso aguarda com alguma expectativa a obra da frente mar e a “forma como esta depois se vai enquadrar” no novo espaço.
No entanto, Morais aponta alguns aspetos que já poderiam ter sido melhorados, nomeadamente ao nível das condições de trabalho das tasquinhas e da própria restauração. Em termos de cartaz, o empresário avança que “depende se há eleições ou não”. “Esta é uma realidade, que não se passa só aqui, passa-se em qualquer parte do território Nacional”, reforçou.
Ainda em relação aos aspetos a melhorar o presidente vira as atenções para a juventude. “Perdemos muito quando apareceu as festas de São Roque, e da Praia da Vitória”. A este respeito, Morais recorda os anos em que a nível Açores só havia a SM.
“Nessa altura existiam milhares de jovens nesta terra, havia tendas de campismo por tudo o quanto era sitio. Os jovens dos Açores estavam de férias e vinham para cá nessa altura”.
O representante dos empresários, apesar de reconhecer o “esforço” feito nesta área no ano passado, considera ainda que se deveria “tentar cativar mais a juventude” e lamenta que muitas festas de verão tenham surgido nos Açores “em cima da data da SM”. 

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