Flores. Incapacidade do governo impede agricultores de exportar gado

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O deputado do PSD/Açores Bruno Belo criticou hoje a incapacidade do governo regional em evitar os prejuízos dos agricultores das Flores, “que estão impossibilitados de exportarem gado bovino vivo, por via da greve dos estivadores”, avançou.

O social democrata questionou a tutela, através de um requerimento, para aferir “se há conhecimento da impossibilidade dos agricultores das Flores exportarem os seus animais”, bem como “se já houve diligências para solucionar o problema”.

Numa altura em que os estivadores dos portos açorianos estão a fazer greve às horas extraordinárias, “reivindicando melhores condições de trabalho”, Bruno Belo acusa o governo de “inação”, perante um problema “que mostra como o executivo é incapaz de compreender as dinâmicas económicas de cada ilha, e de perceber que cada ilha tem problemas específicos”, explica.

E refere que o direito à greve, “consagrado na Lei e utilizado para defender as pretensões laborais de todos os profissionais, está a ser utilizado neste caso concreto porque não foram atendidos pela tutela todos os outros instrumentos de revindicação”.

“A atual situação já está a ter consequências graves na economia das Flores, designadamente na exportação de gado bovino vivo e em carcaça que, pela segunda vez consecutiva não aconteceu”, diz o social democrata.

Bruno Belo adianta que, “quando o navio “Malena” chega a Ponta Delgada para fazer o transbordo dos animais, os navios que fazem ligação a Lisboa já partiram”.

“O “Malena” tem viagem marcada para as Flores a 11 deste mês, estando prevista a exportação de aproximadamente 100 animais vivos e 30 animais em carcaça que, pela razão já referida não sairão das Flores”, acrescenta o deputado.

“E isso acontece quando os agricultores das Flores já estão a organizar as suas explorações, no sentido de preparar o inverno que se aproxima. Ou seja, pode haver graves constrangimentos a esse nível, comprometendo a viabilidade das explorações agrícolas e consequentemente o rendimento dos agricultores”, conclui.

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