Genealogia contribui para aproximar a diáspora aos Açores

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O Diretor Regional das Comunidades destacou a importância de um conjunto de entidades e pessoas que estimulam a busca das raízes através da Genealogia, considerando que têm “contribuído para a aproximação da diáspora aos Açores”.

 

“Temos assistido, ao longo dos últimos anos, a um incremento da procura das origens por parte das comunidades açorianas dispersas pelo mundo, como fator de pertença a esta grande família açoriana”, referiu Paulo Teves, que falava quarta-feira no Encontro de Genealogia Açoriana, que decorreu online na página do Facebook da Direção Regional das Comunidades.

 

Para o Diretor Regional, a criação do projeto Açorianos no Mundo, através da plataforma https://acorianosnomundo.azores.gov.pt/, tem “impulsionado essa descoberta das suas raízes e o interesse em conhecer a terra de origem dos seus antepassados”.

 

Nesse sentido, adiantou que “já se encontram inscritas pessoas que fizeram a sua árvore genealógica e que encontram nos Açores os seus antepassados desde o século XVIII”.

 

“Esta vontade de se identificarem como Açorianos, mesmo com a significativa distância geográfica e temporal, é, para o Governo dos Açores, um motivo de enorme orgulho e merece, da nossa parte, a dinamização e divulgação dos mais diversos centros, institutos e pesquisadores que desenvolvem um meritório trabalho nesta área”, referiu Paulo Teves.

 

A Diretora Regional da Cultura, que também participou no Encontro, salientou a importância que a Genealogia tem para o conhecimento da História dos Açores e da sua interação com a diáspora, permitindo recuar às origens do povoamento insular e identificar as redes familiares construídas desde então.

 

Susana Costa destacou o empenho que a Direção Regional da Cultura tem na divulgação dos arquivos paroquiais e a “intensa dinâmica” que estas fontes de informação constroem com as comunidades de origem açoriana de todo o mundo.

 

Na sua intervenção, a Diretora Regional da Cultura agradeceu todos os contributos e consultas feitas no Centro de Conhecimento dos Açores, que é “uma ferramenta pública ao serviço de todos e que conta com o esforço de todos”.

 

Para além dos diretores regionais da Cultura e das Comunidades, participou neste encontro Jorge Forjaz, historiador e genealogista, autor de mais de 30 trabalhos sobre famílias dos Açores (especialmente da Terceira e do Faial, em coautoria com António Ornelas Mendes), de Macau, da Índia, de Moçambique, de S. Tomé e Príncipe, de Cabo Verde, da Guiné, de Ceuta e de Tânger, além de diversas monografias sobre famílias específicas, como os Dart, Stockler, Monjardino, Teixeira de Sampaio.

 

O Encontro contou também com a participação de Duarte Vasconcelos Amaral, membro do Instituto Cultural de Ponta Delgada, onde é um dos mentores do Núcleo de Genealogia, prestando particular atenção aos Açorianos da diáspora que ali procuram auxílio na busca das suas raízes familiares, e desenvolve atividade de investigação em genealogia desde longa data, nomeadamente sobre o arquipélago dos Açores, com especial relevo para o estudo das famílias de Vila Franca do Campo, desde o povoamento até aos nossos dias, interessando-se ainda pelas genealogias medievais dos primeiros povoadores micaelenses.

 

Vera Barroso, professora universitária aposentada, com muitos trabalhos publicados no Brasil e no exterior, mais de 40 obras organizadas e  coordenadora, desde 1986, do Arquivo Central da Santa Casa de Porto Alegre, onde promoveu, em 2019, o Encontro Internacional de História e Genealogia Açoriana, sendo também membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, foi outra das participantes.

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