Gonçalo Amorim, o encenador que quer gerar provocações

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O ator e encenador Gonçalo Amorim foi o responsável pelo segundo workshop de Teatro deste ano organizado pelo grupo Teatro de Giz. Entre 13 e 18 de abril dezena e meia de faialenses puderam entrar em contactos com as técnicas utilizadas por este lisboeta que atualmente reside no Porto, onde assume funções de diretor artístico do Teatro Experimental do Porto (TEP) desde 2013.

Por cá, no Banco de Artistas, ocupou a semana de apaixonados pelo teatro, com ou sem experiência anterior na área, e ficou em cima da mesa um projeto para 2016.  Tribuna das Ilhas dá-lhe a conhecer Gonçalo Amorim e os seus objetivos com este workshop.

O teatro sempre foi uma paixão para si? Qual foi o seu percurso profissional?
Eu estudei no Conservatório, na Escola Superior de Teatro e Cinema (ESTC) ,para onde entrei em 1996. 
Já tinha frequentado um curso de Antropologia, também em Lisboa, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. Foi uma experiência interessante porque me deu contacto com uma boa academia  e com pessoas que ainda hoje são meus amigos , coisa que na ESTC, como as aulas são todas muito mais práticas e tudo muito focado para a profissionalização, não há tanto essa experiência teórica, que a mim também me agrada imenso. Ainda bem que passei por Antropologia. 
Acabei por seguir teatro porque o chamamento era enorme, queria muito fazer teatro.
Depois de me formar fui fazendo o meu percurso em teatro, essencialmente, algum em televisão e cinema. Comecei no teatro com o Útero, depois com o Teatro O Bando e os Primeiros Sintomas. Depois acabei por ir trabalhar com muita gente, com o Cornucópia, com os Artistas Unidos e com Nuno Farinha. Passei pela dança também, trabalhei com a Olga Roriz, Madalena Catarino, fiz muitos trabalhos de palco, de performer.
Finalmente em 2006 , primeiro n’O Bando e depois a solo, comecei a encenar , a concorrer com os meus projetos. A minha primeira encenação é de 2006 o  “Rumor Clandestino”, uma produção ainda no Teatro O Bando. Depois em 2007 encenei o “Shopping and Fucking”, um texto do Mark Ravenhill, o típico teatro inglês da década de 90 -o chamado ”in your face teather”- muito político, para “abrir os olhos” às pessoas. E de alguma maneira, mesmo o “Rumor Clandestino”  era já um trabalho sobre precariedade das condições laborais em Portugal.
Tenho seguido uma linha muito política nos meus trabalhos e de denuncia de situações que tem a  haver com a nossa realidade.

 
LEIA A ENTREVISTA COMPLETA NA NOSSA EDIÇÃO IMPRESSA.