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Histórias de Vida | Gaspar Neves: “Um bom desportista tem de fazer sacrifícios”

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O professor Gaspar Neves foi professor de profissão, mas no futebol, como treinador, o “epíteto” colou-se-lhe à pele. Ainda hoje o chamam “professor Gaspar Neves” e à vocação para o ensino juntou-se a competência do treinador, o primeiro que fez no Faial o curso da Federação Portuguesa de Futebol.

Os conhecimentos adquiridos, o estudo desenvolvido e a exigência garantiram-lhe os êxitos desportivos e o reconhecimento que ainda hoje lhe é prestado. Com 87 anos olha para esse passado e agradece o que teve e a possibilidade de ter feito o que fez. Sobrinho-neto de um bispo, herdou dele o espírito de bem fazer. Detesta a mentira e preza a honestidade e recorda, emotivamente, todos aqueles que fizeram caminho com ele no mundo do futebol como “os eternos jovens a bordo do Funchal plenos de esperança e de sonhos”.

Como docente, viveu anos “com a casa às costas”. Mas isso permitiu-lhe jogar futebol em clubes de várias ilhas e por lá deixar a marca da sua magia, sempre reconhecida. Muitas vezes ia buscar os seus jogadores a casa, de mota e depois de carro, e exigia deles o melhor: “um bom desportista tem de fazer sacríficos”, reconhece.

Com naturalidade e desprendimento, diz-nos que foi com gosto que chegou a acumular as funções de treinador, jogador e massagista.

Hoje, nas Histórias de Vida, o Tribuna das Ilhas conversou com Gaspar Adelino Torres Castro Neves, um professor na vida e no desporto que nos confessa que “O trabalho engrandece a vida!”

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