Vivemos tempos em que a casa se tornou o centro das nossas vidas. As plataformas digitais oferecem entretenimento infinito e o conforto do sofá infelizmente substituiu muitos encontros na rua. Mas uma cidade que não é vivida pelos seus habitantes torna-se um cenário vazio, sem alma. A vida está lá fora: nas ruas, nos teatros, nas praças, nos cafés e nos espaços comuns onde se trocam ideias, nascem amizades e se fortalecem laços. Para os ilhéus, ouvir a natureza e sentir o ritmo da terra e do mar sempre foi essencial. No entanto, se não sairmos (crianças, adultos e maduros) a ilha esquece-se de nós e perdemos o espaço a que tínhamos direito.

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