“Ponho o carro, tiro o carro, à hora que eu quiser…” — canta o Quim Barreiros. Ele resume uma ação machista do século passado (se o homem queria a mulher só tinha de aceitar) mas também a filosofia urbana do século XX (basta o condutor querer, a cidade tem de aceitar). Durante décadas, achámos natural ocupar o espaço público com o automóvel, como se as ruas lhes pertencessem. Mas agora, com cada vez mais carros, percebemos que faltam espaços de encontro, de comércio, de passeios e de vida.

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