Sofia Ribeiro prioriza o primeiro ciclo de Ensino Básico

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A Secretária Regional da Educação assegurou hoje que o Governo Regional dos Açores quer preparar as crianças e jovens “para que, com espírito de cidadania, elevado sentido crítico e amplitude de conhecimento, possam corresponder aos desafios significativos” do século XXI.

A titular da pasta da Educação falava na Assembleia Legislativa Regional, na Horta, no segundo dia de discussão das propostas do Plano e Orçamento da Região para 2021.

Sofia Ribeiro declarou no parlamento que mais de 60% dos alunos açorianos carecem de apoio social. “É um elevadíssimo rácio de pobreza que não podemos negar, que subjaz a elevados índices de insucesso e abandono escolar”, referiu.

Na abordagem a este flagelo, a governante afirma que “mais de 40% do Plano se destina, precisamente, à ação social escolar, para garantia de condições mínimas de equidade no acesso à Educação”.

“Possa este rácio de alunos em situação de maior privação diminuir, e passaremos a poder dispor de mais verba para projetos de desenvolvimento educativo, aquele que devia ser, exclusivamente, o objeto de qualquer plano na área da educação”, frisou.

Sofia Ribeiro explicou que, para o Governo Regional, “a promoção do sucesso educativo e o combate ao abandono escolar precoce, a dinamização de projetos educativos, a promoção do desporto escolar e a formação do pessoal docente e não docente constituem, neste cenário e, em especial, quando decorrido mais de um ano de pandemia com forte impacto no domínio das aprendizagens, pilares fundamentais da aposta no desenvolvimento na Educação” das crianças e jovens.

Com quase um milhão de euros de investimento previsto nestas áreas, explicou, o Governo garante “a necessária dotação para a definição e condução de uma consolidada estratégia na educação”.

“Apostamos em dinâmicas de apoio socioeducativos e de mentoria aos alunos, consubstanciadas em horários de efetivo acompanhamento destes e não de mera substituição, bem como no reforço de equipas multidisciplinares”, reforçou.

No âmbito do programa de ‘coaching’ educativo, Sofia Ribeiro garante uma “aplicação transversal a todo o Arquipélago”.

“Neste primeiro ano de mandato estas dinâmicas serão, ainda, reforçadas nas escolas do concelho da Ribeira Grande, mais fortemente marcadas pelo ensino à distância”, garantiu.

Para Sofia Ribeiro, a aposta recai no primeiro ciclo do Ensino Básico. “Estamos já a trabalhar numa aposta ao apoio no domínio da leitura e da escrita, nos primeiros dois anos de escolaridade, na estimulação da escrita e da narrativa criativas, nos 3.º e 4.º anos de escolaridade e na Matemática, de forma mais integrada nos primeiros 6 anos de escolaridade, recorrendo preferencialmente aos docentes que têm estado em formação e apoio no âmbito do projeto Prof DA”.

Em paralelo, explicou, o Governo está a criar um programa regional para o desenvolvimento do pensamento computacional, dirigido aos alunos do primeiro e segundo ciclos, “que visa deslocalizar o papel do aluno como utilizador das ditas novas tecnologias, que já não são novas, para o de criativo, nas mesmas, neste que é um desafio global do séc. XXI”.

No âmbito do ensino da História Geografia e Cultura dos Açores, a governante garantiu que se iniciaram “os primeiros contactos para o desenvolvimento de material de apoio e formação de docentes”.

“Pretendemos, ainda, valorizar projetos de orientação vocacional, a implementar no 3.º ciclo do ensino básico, para que, de forma articulada e com a competente orientação, os nossos jovens possam encontrar na formação profissional que se lhe seguirá um percurso de excelência”, acrescentou.

De forma complementar e transversal a todos os anos e ciclos de escolaridade, a titular da Educação nos Açores garantiu que apostará, “em articulação com a Secretaria Regional da Saúde e Desporto, na promoção de hábitos de vida saudáveis, bem como na valorização do desporto adaptado”.

Sofia Ribeiro anunciou ainda durante a sua intervenção que para o programa Escolas Digitais, o Governo tem uma dotação superior a 2 milhões e 700 mil euros, “que não somente assenta na necessária aquisição de equipamentos digitais, num concurso internacional já lançado dotado em 1,8 milhões de euros, como na criação e condução de mecanismos de formação no domínio do bom uso das novas tecnologias, orientada para docentes e encarregados de educação”.

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