Jerónimo Martins entra na República Checa e na Eslováquia e vai avançar para a Roménia “a curto prazo”

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O presidente da Jerónimo Martins afirmou hoje que está “a chegar o momento” da cadeia polaca Biedronka “crescer além-fronteiras” e o destino será a Roménia, no horizonte “a curto prazo”, tornando-se no quarto mercado do grupo. Pedro Soares dos Santos anunciou ainda que a cadeia de saúde e bem-estar polaca Hebe vai entrar nos mercados da República Checa e Eslováquia este ano.Pedro Soares dos Santos falava na conferência de imprensa de resultados da dona do Pingo Doce em 2019, ano em que o grupo registou uma subida do lucro de 7,9% para 433 milhões de euros, com as vendas consolidadas a avançarem 7,5% para 18.638 milhões de euros.

O grupo Jerónimo Martins “vai fazer um reforço muito forte no seu balanço este ano porque todos sabemos que está a chegar o momento da Biedronka [cadeia de supermercados polaca do grupo] crescer além-fronteiras”, disse o gestor.

“Também não é novidade para ninguém que o país que mais gostaríamos” de entrar “seria a Roménia”, prosseguiu o presidente e administrador-delegado da Jerónimo Martins.

“Agora se vai ser este ano ou se vai ser para o ano, já não lhe vou dizer, mas que isso está no nosso horizonte a curto prazo, já está”, rematou.

A Jerónimo Martins vai avançar com a Fundação Biedronka em março, mas não avançou detalhes.

A Biedronka registou um aumento de vendas de 7,9% para 12,6 mil milhões de euros (+8,8% em moeda local) no ano passado, face a 2018, e o crescimento LFL [‘like-for-like’, ou seja, vendas em lojas que operaram sob as mesmas condições no período em análise] foi de 5,8%.

No período em análise, a Biedroka registou um resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) de 918 milhões de euros, mais 7,9% que um ano antes.

Entrada na República Checa e Eslováquia com a polaca Hebe

O presidente da Jerónimo Martins, Pedro Soares dos Santos, anunciou hoje que a cadeia de saúde e bem-estar polaca Hebe vai entrar nos mercados da República Checa e Eslováquia este ano, mas não avançou detalhes.

Sobre o investimento e o número de unidades, Pedro Soares dos Santos, que falava em Lisboa na conferência de imprensa dos resultados do grupo relativos a 2019, escusou-se a avançar informações.

“Números não vou dizer porque estamos a terminar” a operação, disse, quando questionado sobre detalhes da mesma.

Sobre a escolha da República Checa e da Eslováquia, Pedro Soares dos Santos explicou que se deve ao facto de fazerem “fronteira com a Polónia e, portanto, as sinergias logísticas são boas”.

“Não podemos esquecer uma coisa, nós estamos no ‘online'”, pelo que “já não estamos num país só”, acrescentou.

A entrada a Hebe naqueles dois mercados está prevista para este ano.

A Hebe registou uma subida das vendas em 24,9% para 259 milhões de euros (+25,9% em moeda local), no ano passado, “suportadas também pelo arranque encorajador da operação de ‘e-commerce'”, refere o grupo no comunicado dos resultados.

“Para a Hebe, 2019 fica marcado como o ano em que a companhia atingiu o ‘break-even’ ao nível do EBITDA [resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações], fruto de um bom desempenho das vendas e do trabalho realizado ao nível do ‘mix’ de margem”, lê-se no comunicado.

A Jerónimo Martins está presente em três mercados – Portugal (Pingo Doce, Recheio), Polónia (Biedronka, Hebe) e Colômbia (Ara).

“Salmão cresce nas águas portuguesas”

O presidente do grupo Jerónimo Martins, Pedro Soares dos Santos, afirmou hoje que, no âmbito do projeto-piloto que o grupo está a desenvolver em Aveiro, existe a boa notícia de que “o salmão cresce nas águas portuguesas”.

Questionado sobre o projeto-piloto de produzir salmão nas águas de Aveiro, Pedro Soares dos Santos disse que havia “uma notícia boa e outra menos boa”.

A “boa notícia” é de que “o salmão cresce nas águas portuguesas”, ou seja, “o crescimento nas águas frias da zona de Aveiro são boas, dá para o crescimento”, prosseguiu o gestor.

Ali o salmão “tem um crescimento sustentável do ponto de vista financeiro para o consumo”, salientou.

Caso não houvesse essa possibilidade – de crescimento do salmão naquelas águas – o projeto-piloto teria de ser abandonado.

“O que não nos correu tão bem é que ainda não conseguimos acertar com a gaiola certa para estarem em alto-mar e para lidar com as tempestades, as duas que fizemos tiveram alguns azares, não as perdemos, mas não correu tão bem como esperávamos”, explicou.

Agora, “é mais um problema de afinar, não do produto”, acrescentou.

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