João Ponte garante apoio aos produtores na exportação do Queijo de São Jorge

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As taxas alfandegárias elevadas impostas pelo Estados Unidos da América (EUA),
estão a preocupar o Secretário Regional da Agricultura e Flores, nomeadamente no que à
exportação do Queijo de São Jorge diz respeito.Perante esta situação, João Ponte garantiu que Governo dos Açores “não se demitirá das suas responsabilidades” e anunciou um apoio aos produtores que passa pela criação de um plano contingência para evitar impactos negativos que possam afetar as cooperativas de lacticínios.

O EUA tem se mostrado inflexível no que diz respeito a novas taxas alfandegárias nos últimos tempos. Isto reflete-se nas exportações e afeta diretamente a economia local, impedindo o escoamento por exemplo dos queijos e produtos lácteos açorianos.
Antecipando um possível abalo na Região devido ao comprometimento que este aumento de taxas possam gerar na economia açoriana, João Ponte garantiu, à margem de uma visita à FINISTERRA – Cooperativa Laticínios do Topo pelos membros do Conselho Regional da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural que “o Governo Regional não se demitirá das suas responsabilidades e criará um plano de contingência que permita anular os eventuais impactos negativos que possam surgir nas cooperativas de lacticínios”, assegurou numa nota de imprensa do Gabinete de Apoio à Comunicação Social enviada ao Tribuna.
Embora algumas providencias já possam estar a ser planeadas sobre assunto, o passo inicial citado pelo Secretário Regional, é resolver pela via diplomática o problema, defendeu Ponte, afirmando que “não faz qualquer sentido que o queijo de São Jorge seja envolvido numa luta que nada tem a ver com o setor dos lacticínios”, afirmou.

Com objetivo de esclarecer os produtores locais e os açorianos, o GaCS divulgou que “os
governos dos Açores e da República têm desenvolvido várias iniciativas, a diferentes níveis de influência, seja para reverter uma decisão unilateral da administração norte-americana que resulta de lutas ao nível do setor aeronáutico ou para a criação, no âmbito da União Europeia, de medidas que venham a compensar os prejuízos resultantes desta decisão”, lê-se. Na sua intervenção o Secretário Regional da Agricultura e Florestas destacou o trabalho de recuperação financeira que o setor cooperativo em São Jorge tem vindo a fazer e a aposta na qualidade do queijo que é produzido.

“Numa ilha onde o queijo é motor da economia, gera emprego, riqueza e é imagem de marca, a recuperação financeira que o setor cooperativo tem vindo a fazer é essencial para assegurar a sustentabilidade da produção de leite em São Jorge”, concluiu o governante.

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