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JPP Açores afirma que processo de privatização da Sata vai correr mal

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O JPP Açores não entende as recentes declarações do Presidente do Governo Regional dos Açores, relativamente ao dossier SATA.

A estrutura regional do JPP lembra que em recente entrevista, José Manuel Bolieiro auto-desresponsabilizou-se enquanto presidente do GRA, sobre as negociações para a privatização da Sata Azores Airlines, sendo que este não é um comportamento digno de alguem que foi eleito pelos açorianos para salvaguardar os interesses desta Região.

Para o JPP, Bolieiro não pode, nem deve, ser um mero espetador em todas estas negociações, tanto mais que nesta fase o processo está ferido de morte, uma vez que a única proposta de aquisição validada, apresenta sinais claros de incapacidade para salvaguardar os interesses dos açorianos em matéria de mobilidade para fora da Região, conforme advertência efetuada por parte do júri do concurso.

O partido não pode admitir que perante a incapacidade, bastamente notada no consórcio que pretende adquirir parte da Azores Airlines, possa o GRA estar a desvalorizar a evidente realidade de que esta privatização vai correr muito mal.

Carlos Furtado alerta para a gravidade que o assunto apresenta, lembrando que o insucesso da companhia, pós-privatização não desresponsabiliza socialmente o GRA, pelo simples facto de que o GRA não vai vender toda a companhia, mas apenas uma parte e que enquanto acionista, embora com responsabilidade limitada, terá que satisfazer os compromissos que voluntariamente estará a assumir, enquanto cotitular, através da gestão da companhia por parte do comprador.

O coordenador regional do JPP afirma que, vender parte da Azores Airlines é apenas empurrar para a frente um problema, com a agravante que o GRA perde a influência sobre a gestão da companhia, mas continua materialmente preso aos encargos que se vão verificar.

O JPP Açores entende que a privatização de parte da Azores Airlines é a pior forma do GRA encarar o problema de insustentabilidade da companhia, porquanto nenhum operador privado estará disponível a assumir o atual modelo de negócio da companhia, sem fazer profundos cortes na gestão de rotas e de recursos humanos e que neste cenário o GRA perde toda a capacidade negocial com o comprador, por razões óbvias.

O Juntos pelo Povo entende que o que está em causa é o futuro da mobilidade aérea dos açorianos e a sustentabilidade de setores económicos que dependem fortemente das ligações aéreas para fora da Região e o que este governo regional está a fazer, com este processo de privatização falhado, é uma clara prova de incompetência para lidar com um dos maiores problemas que a Região terá permanentemente.

O JPP Açores lembra ainda que num possível cenário de bloqueio da atividade da companhia, por insuficiência de capital, a Região ficará de mãos atadas para trazer de volta o atual modelo de mobilidade aérea de que a região hoje dispõe.

Carlos Furtado faz lembrar que num cenário de falência pós privatização, o GRA pode vir a ser condenado em tribunal a pagamento a credores de renting, fornecedores de bens e serviços e até indeminizações a funcionários, por ter agido de má fé neste processo de privatização, ao procurar com a venda, desresponsabilizar-se das suas responsabilidades materiais, situação esta que a acontecer terá custos incalculáveis para a Região.

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