Legislativas 2022: António Costa vence com 41,68%, contra os 27.80% do PSD

0
32
blank

Após a queda do governo e a crise política que deveio do chumbo do Orçamento do Estado (OE) para 2022 pelo Parlamento, Marcelo Rebelo de Sousa convocou eleições antecipadas para o dia 30 de janeiro.

No cenário global nacional, o Partido Socialista bateu o seu recorde com uma maioria absoluta de 41,68% (2.246.483 votos, mais 379.972 do que em 2019), sendo que nas anteriores legislativas tinham alcançado 36,65%. O PPD/PSD, novamente em segundo lugar, manteve-se nos 27% (1.498.605 votos, mais 77.961 do que em 2019). Em contraste com este crescimento do PS, os outros partidos de esquerda tiveram um decréscimo nos seus votos: o Bloco de Esquerda foi de terceira força em 2019, com 9,67%, para 4,46%; o PCP-PEV de 6,46% para 4,39% e o PAN de 3,28% para 1,53%. Enquanto o PPD/PSD estagnou nos 27%, ganharam força os partidos de direita/extrema-direita: o CHEGA de 1,30% em 2019, para terceira força, com 7,15% e Iniciativa Liberal de 1,29% para 4,98%.

Na noite de domingo, no discurso de vitória, António Costa afirmou que os resultados mostraram que os portugueses desejam continuar com uma governação do Partido Socialista. “Uma maioria absoluta não é o poder absoluto”, proferiu o secretário-geral do PS, “é governar com e para todos os portugueses”, e que esta será uma “maioria de diálogo com todas as forças políticas, que representam os portugueses na sua pluralidade”.

No Faial

No Faial, ao contrário do que aconteceu em todas as outras ilhas, ficou na liderança a Aliança Democrática com 40.02% (2.328 votos), seguindo-se o PS com 38,63% (2.247), o B.E. com 3,96% (230), o CHEGA com 3,70%, o PCP-PEV com 3,58%, a IL com 2,63% e o PAN com 1,17%. Nas Legislativas de 2019, em primeiro lugar tinha ficado o PS com 37,07% (2.118 votos), o PPD/PSD com 33,225 (1.898) e o B.E. com 7,68% (439)
Em contexto de freguesias, os socialistas lideraram em Castelo Branco, Feteira, Flamengos, Angústias, Pedro Miguel e Praia do Almoxarife, todavia com diferenças pouco significativas na maioria dos casos. No Faial, a abstenção foi de 55,24%. Entre os votos, 3,35% foram brancos e 0,52% nulos.

Nos Açores

No quadro açoriano, o PS somou 36.025 votos (42,84%, mais 2% do que em 2019), elegendo os deputados à Assembleia da República pelos Açores Francisco César, Sérgio Ávila e Isabel Rodrigues. A segunda força, a Aliança Democrática PPD/PSD.CDS-PP.PPM, somou 28.520 votos (33,92%, sendo que em 2019, individualmente, o PPD/PSD alcançou 30,21%, o CDS-PP 4,80% e o PPM 0,50%), elegendo Paulo Moniz e Francisco Pimentel. O CHEGA somou 4.986 votos (5,93%, contra os 0,85% de 2019), o B.E com 3.589 (4,27% contra 7,97% de 2019) e a IL 3.454 (4,11% contra 0,68% de 2019). Dos 229.022 cidadãos açorianos inscritos, apenas 84.084 exerceram o seu voto, o que totaliza uma abstenção de 63,29%. Do total de votos, 2,47% foram em branco e 1,06% nulos.

Candidatos do Faial à Assembleia da República falam sobre os resultados

No rescaldo das Eleições Legislativas, o Tribuna das Ilhas foi saber, junto dos candidatos do Faial, as suas considerações sobre os resultados.

Este conteúdo é Exclusivo para Assinantes

Por favor Entre para Desbloquear os conteúdos Premium ou Faça a Sua Assinatura