Medidas de apoio social devem ser em função dos rendimentos perdidos e não indiscriminadamente

0
5

No âmbito da discussão de medidas regionais de apoio social extraordinário, Francisco César destacou as iniciativas que já estão em curso, as propostas da oposição que já foram aprovadas e apelou a uma maior responsabilidade por parte de alguns Partidos: “Não é aceitável que alguns partidos venham anunciar intenções com que todos concordamos, mas que na prática tragam a esta Assembleia propostas mal feitas e que não são concretizáveis”.

“O Governo dos Açores já apresentou um conjunto de medidas em matéria de emprego e de apoio social, com mais de 65 iniciativas, para além das medidas da República que são complementares e das outras medidas de apoio aos desempregados e contra a precariedade laboral, que já vigoravam antes da crise provocada pela Covid-19”, afirmou o Presidente do Grupo Parlamentar do PS/Açores, à margem do debate em plenário.

“Como é que é possível dar apoio a alguém que nós não conseguimos perceber verdadeiramente que rendimento é que perdeu?” questionou Francisco César. “É esta a falha do Bloco de Esquerda, é a falha daquele que quis fazer um ‘número’, mas que não quis cuidar dos pormenores, esse é que é o problema. A proposta é mal feita, não é concretizável”, acrescentou.

Francisco César defendeu que “da mesma forma que aprovamos um conjunto de propostas da oposição, há propostas com as quais manifestamente não concordamos”. O líder da bancada socialista recordou as propostas recentemente aprovadas: “É extraordinário que digam isso quando nós, ainda há pouco menos de meia hora, aprovamos uma proposta, por exemplo, do PSD (…) Não deixa de ser extraordinário quando nós aprovamos diversas propostas do BE, quando nós neste plenário já aprovamos diversas propostas de outros partidos”.

“Os factos são claros: Nós temos aprovado muitas propostas da oposição”, assegurou Francisco César, garantido que “o Partido Socialista continuará a validar todas as propostas que sejam uma mais-valia para os Açorianos, que sejam justas para quem efetivamente perdeu rendimentos, que sejam concretizáveis, mas que sejam também responsáveis quanto à gestão dos dinheiros públicos”.

O MEU COMENTÁRIO SOBRE ESTE ARTIGO