Ministério dos Negócios Estrangeiros afasta redução “dramática” de alunos e docentes no Ensino Português no Estrangeiro por causa da pandemia

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O Ministério dos Negócios Estrangeiros afastou hoje a hipótese de uma redução dramática do número de alunos inscritos e de docentes no Ensino de Português no Estrangeiro (EPE), anunciando que já se inscreveram 81% dos alunos do ano passado.Em resposta ao Conselho Regional das Comunidades Portuguesas na Europa que alertou para o risco de uma “dramática redução” do número de alunos e de professores na rede do EPE devido às restrições impostas pela covid-19, o Ministério dos Negócios Estrangeiros referiu, em comunicado, que “o prazo para finalização do processo de inscrições para o ano letivo 2020/2021 foi prorrogado de 30 de abril para 31 de maio”.

“A definição deste prazo tem como pressuposto a necessidade de apresentação à da proposta de rede para esse ano letivo, ajustada à procura recolhida por via das inscrições, por forma a assegurar a colocação atempada em posto dos docentes EPE em cada país”, prossegue a nota do MNE.

E sublinhou que, tal como “acontece todos os anos, as coordenações de ensino recebem inscrições fora deste prazo, sendo esses alunos integrados nas turmas existentes — ainda que essa deva ser a exceção, não a regra”.

Sobre o ensino paralelo, cujas inscrições são feitas através da plataforma online disponibilizada pelo Camões, “estima-se que cerca de 10% das inscrições se registem até final de setembro, coincidindo com o início do ano escolar e a definição de outras atividades que compõem os horários e as ocupações das crianças que frequentam o ensino paralelo”.

Até ao momento, registaram-se “81% do total de inscrições no ensino paralelo no ano letivo anterior, quando, face ao prolongamento do prazo, falta ainda um mês para terminarem as inscrições), não existe nem é expectável uma redução dramática do número de alunos inscritos na rede do EPE.

“Mesmo podendo a evolução da situação ditar alguma redução no número de alunos, a existir, não se traduzirá previsivelmente, pelos atuais indicadores, numa redução do número de docentes”, garante o MNE.

Sobre a solicitação que o Conselho Regional das Comunidades Portuguesas na Europa encaminhou à secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, para a criação de “uma linha de apoio financeiro ao associativismo português na Diáspora”, o MNE indicou que “ficará brevemente concluído o programa de apoio às ações e projetos dos movimentos associativos das comunidades portuguesas no estrangeiro, para o qual foi garantido este ano um envelope financeiro superior a 600 mil euros”.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 227 mil mortos e infetou quase 3,2 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Cerca de 908 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 989 pessoas das 25.045 confirmadas como infetadas, e há 1.519 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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