Ministro Eduardo Cabrita diz que combate à imigração ilegal “é prioridade absoluta”

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O ministro da Administração Interna considerou hoje que o combate à imigração ilegal e ao tráfico de seres humanos “é uma prioridade absoluta das politicas públicas”, referindo-se à operação Rota do Cabo realizada pela Polícia Judiciária (PJ).“A migração legal é fundamental para o futuro da economia portuguesa. A imigração ilegal e o tráfico de seres humanos é algo que deve ser combatido e é uma prioridade da ação do SEF (Serviços de Estrangeiros e Fronteiras)”, afirmou Eduardo Cabrita aos jornalistas, após ter sido questionado sobre a operação de hoje da PJ que levou ao desmantelamento de uma rede criminosa de auxílio à imigração ilegal.

Entre as dezenas de detido está uma funcionária do SEF, que, segundo o ministro, ”já tinha sido detida pelo próprio SEF em 2018 e estava suspensa de funções”.

“Não conheço os detalhes de algo que é da competência das autoridades judiciárias. Mas o combate à imigração ilegal e ao tráfico de seres humanos é uma prioridade absoluta das politicas públicas”, frisou.

Entretanto e em comunicado, o SEF referiu que “a funcionária detida no âmbito da operação havia já sido constituída arguida no âmbito de um processo crime instaurado pelo SEF e alvo de um processo disciplinar comum, devido aos fortes indícios da prática dos crimes de corrupção passiva, abuso de poder e falsificação de documentos”.

Dezenas de pessoas, entre as quais funcionários da Autoridade Tributária, do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e do Instituto da Segurança Social, foram hoje detidas na operação para desmantelar uma alegada rede criminosa de auxílio à imigração ilegal.

Em comunicado, a Polícia Judiciária (PJ) adianta que no decurso da operação Rota do Cabo realizou dezenas de buscas domiciliárias e não domiciliárias e deteve dezenas de pessoas suspeitas de integrarem esta estrutura criminosa.

A estrutura criminosa, segundo a PJ, era “constituída por indivíduos com vastos antecedentes criminais e com ligações a redes internacionais que determinam e controlam os fluxos migratórios irregulares com origem em diversos países da Ásia Meridional e África”.

Os detidos, com idades compreendidas entre os 28 e os 64 anos, são suspeitos da prática dos crimes de associação criminosa, auxílio à imigração ilegal, de casamento por conveniência, de falsificação de documentos, de abuso de poder, de corrupção ativa e passiva, de branqueamento, de falsidade informática e acesso indevido, atividade criminosa que permitiu obter elevados proventos financeiros.

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