A saída de José Luís Neto (JLN) dos comandos do Museu da Horta apanhou parte da comunidade faialense de surpresa. A conclusão dos três anos de comissão de serviço fez-se não com a renovação desta, mas com a saída autoimposta.
Acredita que havia “sentença prévia a eventual audição” que o levaria a ser enquadrado na
remodelação ocorrida neste mês nos serviços externos da Cultura na região.
Hoje diz-se um faialense de adoção, “por desejo de ambas as partes”, e confiante que a relação entre os locais e o museu se alterou nos últimos anos.
O arqueólogo subaquático de formação defende que a descentralização cultural, promovida na República, permitirá, se acompanhada com recursos financeiros necessários, a valorização o património faialense. Um tema que “nestes tempos é de amplo consenso na ilha”, sublinha em entrevista exclusiva ao Tribuna das Ilhas.
Para o agora ex-diretor fica a satisfação do caminho percorrido e a mágoa de deixar pela metade o que idealizara no projeto de reabilitação da instituição museal.
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