Museu de Arte Sacra da Horta reforça oferta turística e cultural no Faial

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José Leonardo Silva, Presidente da Câmara Municipal da Horta, saudou, este domingo, a abertura, na ilha do Faial, do primeiro museu da Região dedicado, exclusivamente, à Arte Sacra e realçou a oportunidade da sua criação não só para o reforço do roteiro turístico de cidade como, igualmente, para o aprofundamento da história e vivências locais.

Na sessão solene que marcou a abertura do Museu de Arte Sacra da Horta, na Igreja do Carmo, o autarca realçou, a oportunidade da nova oferta turística, que vai ao encontro de “nichos turísticos específicos, que procuram a natureza, é certo, mas também esperam encontrar cultura.”

“Este trabalho pode muito bem ser essencial para explicar este espírito característico de uma cidade cosmopolita, mais universal que muitas capitais europeias, com um património vasto que parece cruzar-se, em certos aspetos, com a história da humanidade, ao ponto dela ficar, subitamente, cada vez mais pequena.”
Para o Presidente da Câmara, “Criar um museu com esta abrangência é, sem dúvida, uma mais-valia para o Faial e para os Açores” e reconheceu o trabalho e empenho do Padre Marco Luciano, “que tem sido o motor deste e de outros projetos na nossa ilha”, e da equipa que constitui a direção do Museu.
“Mais do que salvaguardar e preservar um património arquitetónico que carecia, sem dúvida, de uma recuperação urgente, falamos sobretudo de um património artístico, escultórico e histórico, que se encontrava em sério risco de se perder”, afirmou, reconhecendo quantos “conseguiram trazer até hoje, o que de ora em diante passará a estar exposto e, mais do que exposto, poderá ser vivido, trabalhado, estudado e registado por quem nos visita”, aludindo à figura de Monsenhor Júlio da Rosa.
Neste mesmo dia foi assinado um protocolo de cooperação entre o Município da Horta e o Museu, naquela que será “mais uma fase de uma parceria que começou por deixar de olhar para este largo como um espaço esquecido no interior da nossa cidade, para passar para a recuperação dos espaços interiores deste complexo.”
O Museu de Arte Sacra faz parte do roteiro turístico de cidade e é ambição da CMH, “continuar de forma consistente a recuperação do património existente em altares e peças de elevadíssimo valor ainda em depósito.”
“Como sabem, a Câmara Municipal da Horta defende, de há vários anos a esta parte, a criação de um roteiro de arte sacra no nosso concelho e está a contribuir, ativamente, para que ele possa reforçar-se cada vez mais ao nível de conteúdos e motivos de atração, quer através dos apoios à recuperação de património que temos articulado com as várias comissões fabriqueiras das nossas freguesias, quer através da intervenção também em património próprio municipal.”
A esse respeito, relembrou que está a decorrer a recuperação do mecanismo do século XVIII da Torre do Relógio, um trabalho que pretende, no futuro, contribuir para prolongar a visita a património existente na cidade, para além de um conjunto de varas pintadas a óleo, do século XVIII, usadas pelo corpo da Câmara, nessa época, em procissões religiosas na vila da Horta.

 

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