“Não faz sentido cobrar taxas moderadores nos centros de saúde nem em exames”

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O Bloco de Esquerda não aceita a cobrança de taxas moderadoras nos centros de saúde e na realização de exames complementares de diagnóstico, e critica o investimento público dirigido à construção de um hospital privado na Lagoa, quando, ao mesmo tempo, falta tanto investimento no Serviço Regional de Saúde.

O Bloco de Esquerda defende a gratuitidade do Serviço Regional de Saúde, e é contra todas as taxas moderadoras. Mas salienta que a cobrança destas taxas nos centros de saúde e para a realização de exames complementares de diagnóstico prescritos por médicos contraria totalmente até a justificação apresentada pelos defensores das taxas moderadoras, que é reduzir o recurso às urgências em situações em que não há, de facto, uma urgência.

“As pessoas não fazem exames complementares de diagnóstico porque lhes apetece”, mas sim por ordem de um médico, e a redução da afluência às urgências só pode ser feita através do incentivo ao recurso aos cuidados de saúde primários, nos centros de saúde, assinalou o deputado Paulo Mendes, do Bloco de Esquerda num debate sobre o funcionamento do Serviço Regional de Saúde.

Em vez de investir a sério no Serviço Regional de Saúde, a Região está a investir em hospitais privados, lamenta o deputado do Bloco de Esquerda. “Quem sabe se no futuro não vão ser concedidos vouchers para as pessoas recorrerem ao hospital privado por falta de resposta no serviço regional de saúde? Isso não pode acontecer!”, concluiu.

Paulo Mendes confrontou ainda o secretario regional da Saúde com o facto de o cargo de provedor do utente estar vago desde 2016, e perguntou quando iria ocorrer a sua nomeação, ou se o Governo iria optar pela extinção do cargo.

O provedor do utente tem como funções salvaguardar a equidade dos utentes no acesso à saúde e promover a defesa dos utentes.

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