“O Rotary nos Açores está bem vivo”

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Da visita de Paulo Martins, Governador Distrital do  Rotary, ao clube sedeado no Faial surgiu uma entrevista do Tribuna das Ilhas. Ao longo da sua presença reuniu com associações e intervenientes políticos. À nossa entrevista assegura que o movimento está de boa saúde nos Açores mas acredita ser possível “chegar mais longe”. Em Portugal são mais de 3400 os rotários que se associam ao lema “Servir para Transformar Vidas”, algo que se assume como filosofia de vida, defende o Governador.

Tribuna das Ilhas (TI) – Quais os objectivos da sua visita ao Rotary Club da Horta?
Paulo Martins (PM) – O Governador Distrital de Rotary, tem na sua agenda uma visita oficial aos Clubes. No meu caso são 72 Clubes presentes na região centro e sul de Portugal Continental e das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores.
Nos Açores existem 5 clubes sendo 2 em São Miguel; um na Terceira; um no Faial e um no Pico. Na semana de 13 de setembro visitei todos estes clubes.
Neste contexto efectuei a visita ao Rotary Club da Horta no passado dia 16, com o propósito de estar mais próximo do Clube, das Instituições apoiadas pelo Clube , nomeadamente a APADIF, e apresentar cumprimentos a entidades oficiais, no caso ao Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, e à presidência da Câmara Municipal da Horta, o que constituiu uma oportunidade para falar do papel do Rotary para Servir e assim Transformar Vidas. Um excelente dia de trabalho e companheirismo profícuo que muito me sensibilizou.

TI – Que análise faz do movimento rotário nos Açores e no Faial, em particular?
PM – O Rotary nos Açores tem uma presença de mais de quatro décadas, com a fundação em 1978 do primeiro clube o Rotary Club de Ponta Delgada. O clube mais recente foi fundado em 2020, o Rotary Club São Miguel Internacional, que integra no seu quadro social vários residentes naquela ilha, de outras nacionalidade que não a portuguesa. O Rotary nos Açores está bem vivo, a crescer, tendo no conjunto 100 rotários.
Apreciei muito o reconhecimento pelos dirigentes regionais e instituições apoiadas pelo Rotary local, da credibilidade, do papel relevante da acção Dar de Si antes de Pensar em Si, ajudando pelo seu exemplo e acção a melhorar de forma sustentável as vidas dos mais carenciados. Penso que, apesar dos efeitos da pandemia, o Rotary nos Açores pode, ainda, chegar mais longe e estamos em equipa a trabalhar para isso em benefício das comunidades.

 


TI – Quais os grandes projectos em que o Distrito 1960 que lidera, está envolvido neste ano rotário 2021/22?
PM- Os projectos que temos para este ano rotário 2021/22, uns de continuidade, outros novos enquadram-se nas áreas de enfoque da acção rotária, concretamente a Saúde, o Ambiente, a Educação, a Cultura, as necessidades Sócio Económicas das comunidades.
Projectos que têm a concretização pelos Clubes com apoio de parceiros empresas e autarquias locais; em articulação com escolas, no apoio a instituições locais que operam na área da assistência médica e sócio económica.
São exemplos a “Frente Rotária Anti Diabetes” para sensibilização e prevenção da diabetes tipo 2 junto das populações, “Projecto Hepatite Zero” para erradicar a hepatite vital, até 2030.
A nível internacional temos o grande projecto da Polio Plus. Erradicação da poliomielite; com divulgação local do papel de Rotary na liderança deste grande programa lançado há 35 anos e angariação de fundos para a sua total erradicação (faltam o Afeganistão e Paquistão).No ano passado a doença ficou, felizmente, erradicada em África. Temos, também, programas de atribuição de Bolsas de Estudo a alunos de famílias carenciadas e de prémios de mérito escolar.
Na área do ambiente o Projecto “Árvore, eterna companheira” no quadro de um projecto internacional com o Brasil – Preserve o Planeta Terra- vamos desafiar os Clubes a plantar na sua região um número de árvores pelo menos igual ao número de sócios., sensibilizando a comunidade para a protecção do ambiente. Vamos, ainda, liderar um projecto na ilha do Príncipe na área da saúde materno infantil, criando condições para mitigar a, ainda, elevada taxa de mortalidade infantil bem como das mães.

TI -Se tivesse que fazer um apelo a alguém para entrar no movimento rotário, o que diria?
PM – O Rotary é uma filosofia de vida, uma paixão, um gosto enorme de realizarmos a nossa dimensão solidária e altruísta, em equipa e integrados numa rede de 1,2 milhões de profissionais em 220 países no mundo, organizados em 37 mil clubes. Em Portugal somos 164 Clubes e 3400 rotários; no Distrito 1960- o qual lidero este ano- somos 72 Clubes e 1400 rotários. Uma oportunidade para alargar os nossos contactos e trabalhar em equipa, este ano com o lema “Servir para Transformar Vidas”.

 

Rotários apoiam APADIF
O Governador do Distrito Rotário 1960, Paulo Martins, efetuou a sua visita oficial ao Rotary Club da Horta, no passado dia 16 de setembro.
Acompanhado pelo presidente do Rotary Club da Horta, Paulo Salvador, e por outros membros do clube, o Governador iniciou o seu programa com a visita à APADIF – Associação de Pais e Amigos dos Deficientes da Ilha do Faial, que tem contado com o apoio do clube rotário do Faial à sua atividade diária e a quem, Paulo Martins, deixou a promessa de afetação -neste ano- de verbas do distrito rotário, a favor do desenvolvimento de um projeto da instituição.
Da agenda da visita constou, também, a apresentação de cumprimentos ao Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, bem como ao Presidente da Câmara Municipal da Horta.
A visita ao museu de “scrimshaw” do Peter e a outros locais de interesse turístico da ilha constituíram, igualmente, pontos da agenda.
Antecedendo o jantar oficial da visita que, para além dos membros do clube, contou com a presença de representantes de entidades convidadas, decorreu uma reunião interna de trabalho.
Na manhã do dia 17, o Governador Paulo Martins, partiu para o Pico, em visita a Rotary Club daquela ilha.

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