Maria José Rodrigues tem 52 anos, é casada e mãe de dois filhos. É natural de Lisboa, mas é na ilha do Faial que exerce a profissão de Assistente Social (AS) no Instituto da Segurança Social dos Açores.
Foi na juventude que começou a questionar sobre a sua vocação, quando, aos 17 anos, envolvida num grupo de jovens da paróquia começou a perceber as injustiças sociais que se viviam nas décadas de 80 e 90 e achou que queria contribuir para uma sociedade mais justa.
Com cerca de três décadas dedicadas a esta área, quase que podemos comparar o seu trabalho ao de Mary Richmond, a pioneira do serviço social nos Estados Unidos da América. Com inúmeras histórias para contar aquela que mais a marcou pela positiva foi o apoio prestado à população faialense após o sismo de 1998. Já pela negativa recorda o momento em que foi ameaçada com uma arma de fogo.
Ao Tribuna das Ilhas admite que é muito gratificante saber que algumas pessoas e famílias conseguiram ultrapassar a sua situação sociofamiliar e económica
com a sua ajuda.
Este gosto pelas causas sociais também se reflete na vida pessoal. Maria José Rodrigues está envolvida em várias atividades da sua paróquia e está ligada à Pastoral da Família da ilha. Recentemente foi eleita como membro do Conselho Permanente da Ouvidoria da Horta.
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