PS/Açores não abdica de fazer uma “oposição construtiva, atenta e proativa” e anuncia proposta para a fixação de médicos na Região

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“Parece que incomoda algumas senhoras e senhores deputados nesta Casa que o Partido Socialista se apresente, desde o primeiro dia desta Legislatura como uma oposição construtiva, atenta e proativa. Talvez o desejo de alguns desses deputados fosse que estes 25 deputados aqui estivessem sentados, sossegados, para não incomodar. Pois, mas não é isso que vai acontecer!”, avisou Ana Luísa Luis, no segundo dia da sessão plenária de maio, anunciando que o Partido Socialista vai apresentar uma iniciativa para a fixação de médicos.

O anúncio foi feito durante o debate em plenário, relativo a um projeto de resolução para que sejam revistos os apoios e incentivos à fixação destes profissionais. “Esta iniciativa que o PS vai aprovar não é a solução final deste problema, será um passo importante, mas quiséssemos nós que apenas os incentivos financeiros, a formação continua, a melhoria dos equipamentos e das instalações, trouxessem para os Açores todos os médicos de que necessitamos”, adiantou a deputada do PS/Açores.

Ana Luísa Luis lembra que a fixação de médicos “é um problema do País, não é um problema exclusivo dos Açores” e que está relacionada com vários fatores, como por exemplo, “a formação dos próprios médicos, a entrada nas universidades – que todos nós sabemos que tem constrangimentos -, a casuística, o facto dos médicos nos seus primeiros anos de formação preferirem estar nos grandes centros”, entre outros aspetos.

E, acrescentou a deputada do PS/Açores, no caso dos Açores os constrangimentos são ainda mais: “Somos nove ilhas, com uma dispersão geográfica grande entre nós, com centros populacionais muito diminutos, o que obviamente dificulta ainda mais a fixação destes profissionais de saúde nestas ilhas mais pequenas”.

Ana Luísa Luis, também rejeitou a ideia que se tenta fazer passar de que na Região só agora se vai começar a trabalhar para a fixação de médicos e de profissionais no Serviço Regional de Saúde, desvalorizando todo o trabalho que foi feito.

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