PS/São Miguel lamenta que Governo Regional estigmatize população de Rabo de Peixe

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DR/PS
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O Partido Socialista de São Miguel lamentou, esta terça-feira, a forma como o Governo Regional tem vindo a gerir a situação epidemiológica na freguesia de Rabo de Peixe, “discriminando inaceitavelmente” uma população que se encontra restringida e com uma cerca sanitária desde o passado dia 13 de janeiro.

Para os socialistas, a ausência de diálogo e de informação está a provocar um sentimento de grande revolta e de injustiça numa franja da população que já tem um conjunto de carências, e que, assim, se sente ainda mais “ostracizada”.

Perante as dificuldades criadas à população local, o PS/São Miguel critica ainda a demora que as autoridades têm levado na adoção e na comunicação das medidas a implementar: “É importante recordar que a população de Rabo de Peixe encontra-se sob cordão sanitário vai já para cinco semanas, tendo a última cerca sanitária terminado às 00h00 desta terça-feira, não sendo, por isso, aceitável que quando esta população anseia por voltar à normalidade das suas vidas tenha de aguardar até às 15h00 de hoje para conhecer as novas medidas”.

É, igualmente, incompreensível a dualidade de critérios que penaliza o acesso à educação das crianças e jovens daquela vila, uma vez que as medidas avulso adotadas geram, também neste particular, uma situação que agrava a desigualdade e penaliza os mais desfavorecidos.

Considerando ainda as imagens que, entretanto, foram colocadas a circular e que dão conta do reforço policial, com um efetivo desproporcionadamente armado, o PS de São Miguel lamenta que o Governo tenha decidido optar por uma manifestação de força em detrimento do diálogo, do bom senso e da pedagogia indispensável nas atuais circunstâncias.

Por último, o PS considera “eticamente reprovável” e exige esclarecimentos e o apuramento de responsabilidades políticas quanto à decisão da Direção Regional de Saúde em divulgar através das suas redes sociais “a localização das casas das pessoas que se encontram infetadas com Covid-19”, uma situação que “além de ser inqualificável e estigmatizante pode configurar a prática de crime”.

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