Revisão do Acordo de Empresa – Atlânticoline requer mediação para negociação caso Sindicato não aceite nenhuma das várias propostas apresentadas

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Num comunicado enviado esta semana às redações a Atlânticoline avança que vai requer mediação para negociação da revisão do Acordo de Empresa caso o Sindicato não aceite nenhuma das várias propostas apresentadas.
De acordo com a empresa de transporte marítimo de passageiros trata-se, de uma “decisão de último recurso”, depois de falhadas todas as tentativas de negociação.

A Atlânticoline, num comunicado enviado esta terça-feira, às redações avança que já informou o Sindicato dos Trabalhadores da Marinha Mercante, Agências de Viagem, Transitário e Pesca que irá “recorrer à Conciliação dos Serviços da Direção Regional do Emprego e Qualificação Profissional, para a revisão do Acordo de Empresa, caso nos próximos oito dias não seja possível chegar a um acordo”.
De acordo com a Atlânticoline “trata-se de uma decisão de último recurso depois de falhadas todas as tentativas de negociação, cuja iniciativa, partiu, precisamente da empresa”, revela.
Segundo a empresa “na base da necessidade da revisão do Acordo de Empresa vigente, que é de 2008 e foi firmado pela extinta Transmaçor, está a necessidade da atualização àquela que é hoje a realidade da empresa, bem como o facto de criar uma perspetiva de carreira, indexada a um sistema de avaliação de desempenho”.
A empresa adianta ainda no documento que “no âmbito das negociações entretanto ocorridas, o Sindicato foi aumentando constantemente o nível das exigências financeiras, não tendo aceite, como contrapartida, a avaliação de desempenho e consequente criação de um sistema de progressão nas carreiras (atualmente inexistente no Acordo de Empresa)”, acrescentando a este respeito que “em cima da mesa esteve sempre a total abertura, por parte da empresa, para a definição do modelo de avaliação a aplicar, não abrindo mão, todavia, de premiar o mérito, através da progressão na carreira”.
A Atlânticoline garante ainda, que “contrariamente àquelas que têm sido as afirmações proferidas pelo representante sindical, não é verdade que há dez anos que não hajam aumentos. E considerando que as suas reivindicações estão baseadas numa única categoria – a de Marinheiro, basta comparar um recibo de vencimento de 2008 com um recibo de vencimento de 2017, exatamente com os mesmos parcelares e idênticas quantidades – ou seja exatamente as mesmas funções, nas mesmas condições e com a mesma carga horária, para verificar que houve um aumento efetivo de cerca de 55%”.
“Mais se refere que em termos médios, em 2017, cada marinheiro realizou diariamente cerca de 1,2 horas diárias de trabalho suplementar, ou seja, menos de 300 horas anuais de trabalho suplementar”, revela a empresa, salientando que “em matéria de trabalho suplementar importa esclarecer que a empresa sempre se mostrou disponível para reduzir a carga anual, através da contratação de mais Marinheiros, situação não aceite pelo Sindicato com a justificação da necessidade de manter o nível de rendimento desta categoria profissional”.
No documento a empresa dá a conhecer que durante o período de greve já cumprido, por ocasião das festividades do Espírito Santo, entre os dias 20 e 23 de maio, a Atlânticoline transportou 5.032 passageiros na operação regular entre as ilhas do Triângulo, menos 1.823 que no ano anterior, que representa uma quebra de 26,6%.
“Ainda assim, e face aos serviços mínimos definidos, foi possível, em termos globais, responder à procura nas viagens realizadas. Ao longo do período de greve, foram oferecidos 10.244 lugares nas viagens da operação regular entre as ilhas do Triângulo, o que significa que a taxa de ocupação média foi de 49%. Apesar disso, verificaram-se algumas situações, as viagens de maior procura, em que a lotação do navio foi atingida, tendo os clientes interessados em adquirir bilhetes posteriormente sido encaminhados para outras viagens, sempre no próprio dia”, divulga.
A finalizar a Atlânticoline garante que continua “disponível para encontrar um caminho convergente, não prescindindo, no entanto, da avaliação de desempenho e consequente criação de um sistema de progressão nas carreiras”.

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