Serviço de Imunohemoterapia da Horta sensibiliza faialenses a doar medula

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Carla Alvernaz é uma mulher normal, como tantas outras jovens mulheres com quem nos cruzamos na rua todos os dias. Não nasceu em Krypton. Não tem uma identidade secreta nem um uniforme especial, com uma máscara. Não é capaz de suportar sozinha o peso de um autocarro. Não corre à velocidade da luz. Não trepa paredes só com o auxílio dos dedos. Não, Carla não faz nenhuma destas coisas, porque não é nenhum super-herói. No entanto, isso não a impede de já ter salvo uma vida. Carla Alvernaz tem 33 anos, e é dadora de medula.

Como Carla, existem mais de 200 mil portugueses inscritos no CEDACE (Centro Nacional de Dadores de Medula Óssea). No final de Fevereiro passado, cerca de 186840 desses inscritos estavam em condições de serem potenciais dadores, número que faz com que Portugal seja o segundo país da Europa com mais dadores por milhão de habitantes; e também um dos maiores do mundo no que diz respeito ao número de cidadãos inscritos como potenciais dadores.

No Faial, apesar de já ser possível ser-se dador de medula há muito tempo, a grande vaga de consciencialização da população surge em 2007, altura em que um filho da terra necessita de um transplante de medula e os faialenses mobilizam-se em força para ajudar. Filomena Maduro, médica responsável pelo serviço de Imunohemoterapia do Hospital da Horta, esteve à conversa como o Tribuna das Ilhas, e recorda essa vaga de consciencialização: “foi feito um grande apelo à população, através da internet, dos jornais, em vários locais públicos, e houve uma adesão extraordinária de pessoas que vieram fazer os primeiros testes, para serem potenciais dadores desse doente”, explica.

Leia o resto desta reportagem na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 19 de Março de 2010

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