
Um Simulacro de Salvamento Balnear, na Praia do Almoxarife, marcou o final do patrulhamento de zonas balneares não vigiadas no Triângulo.
Esta operação resulta de uma parceria entre a Autoridade Marítima e a Associação de Municípios do Triângulo, quejá dura há três anos, realizada nos meses de julho e agosto.
Na passada semana, a 31 de agosto, realizou-se um simulacro de salvamento na zona balnear da Praia do Almoxarife, conduzido pela Autoridade Marítima.
A representação de um salvamento balnear marcou o fim do período de patrulhamento das zonas balneares não vigiadas, com recurso a viaturas, tripuladas por elementos da Capitania e nadadores salvadores, que decorreu de 1 de julho a 31 de agosto no Triângulo.
Segundo o Capitão do Porto da Horta, Rafael da Silva, o simulacro “serviu de treino à operacionalidade dos meios de socorro no Faial e à interoperabilidade das equipas disponíveis das diversas valências da Autoridade Marítima” – Capitania, Estação Salva-vidas, Polícia Marítima e nadadores-salvadores.
“Temos um grupo coeso, pronto a trabalhar e a prestar assistência sempre que for necessário”, realçou o Capitão do Porto.
Esta operação resulta de uma parceria entre a Autoridade Marítima e a Associação de Municípios do Triângulo, que já dura há três anos e possibilita a programação das patrulhas de forma a terem presença assídua em zonas balneares não vigiadas, nestes dois meses.
O oficial da marinha destacou o papel das patrulhas, afirmando que “só a sua simples presença é, de alguma forma, dissuadora de comportamentos perigosos”.
O Capitão Silva revelou que recorrendo a duas viaturas e a doze tripulantes, incluindo nadadores-salvadores, foram percorridos“cerca de 16.000 km, ao longo dos quais se sensibilizaram banhistas, explicaram-se os perigos ocultos no contorno da costa, educou-se para o respeito pelas indicações dos nadadores-salvadores e preveniram-se incidentes, através da explicação aos turistas dos perigos inerentes ao contacto com caravelas portuguesas”, avançou.
Num balanço, o oficial da marinha adiantou que “até ao momento, nas zonas balneares vigiadas foram registadas 3 ocorrências ligadas a pequenos traumas, como quedas e entorses, e 5 registos de contacto com caravelas portuguesas”.
Rafael Silva realçou ainda o facto de não existirem ocorrências gravosas registadas, registando apenas a participação das patrulhas no salvamento de um jovem, de nacionalidade italiana, na costa norte de São Jorge.
Segundo o oficial da marinha, o final do período de patrulhamento das zonas balneares não vigiadas não implica a falta de vigilância, sendo que irão continuar a fazer rondas e a prestar os apoios requeridos.
Neste sentido, apenas será o fim da saída regular e programada das viaturas com valências específicas, o que também acontece por se observar nesta altura um decréscimo da afluência dos banhistas às zonas não vigiadas e se prever um decréscimo da prática balnear nas próximas semanas.
Num balanço da época balnear, o Capitão do Porto da Horta assinala a diminuição de ocorrências registadas em relação ao ano passado (de 34 para menos de 12 ocorrências).
“Gosto de acreditar que se trata de uma presença mais próxima da autoridade marítima que tem vindo a ser implementada e que tem vindo a frequentar os chamados pontos negros de maneira mais incisiva”, sustentou.
O simulacro terminou com um apelo aos banhistas por parte do Capitão para que “estes optem sempre que possível por zonas balneares vigiadas”.















