Transportes aéreos – Reinício das ligações Lisboa – Horta e Lisboa – Pico a partir de 22 de junho

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Após a interrupção da operação da Azores Airlines, do grupo SATA, devido à pandemia de covid-19, as ligações aéreas entre as ilhas do Faial e do Pico e o aeroporto de Lisboa serão retomadas no dia 22 de junho.
Antes, a 15 de junho, terão início as ligações aéreas da SATA entre Lisboa e Ponta Delgada e Lisboa e a Terceira, bem como entre o Funchal e Ponta Delgada.
Posteriormente, em 01 de julho, serão retomadas as ligações aéreas da Azores Airlines entre o Porto e Ponta Delgada, bem como as ligações internacionais a Boston, Toronto, Praia (Cabo Verde) e Frankfurt.
“A retoma das ligações internacionais ficará condicionada ao levantamento das restrições à entrada de cidadãos estrangeiros em Portugal e nos diversos países, bem como à evolução da pandemia de COVID-19 nos países de origem”, adverte a empresa.

SATA com 53 milhões de euros de prejuízos em 2019
O grupo SATA fechou o ano de 2019 com prejuízos de 53 milhões de euros, um valor semelhante ao registado em 2018, no entanto, com melhorias em ambas as transportadoras aéreas, quer a Azores Airlines, quer a SATA Air Açores, que faz as ligações entre as nove ilhas açorianas.
No que se refere à Azores Airlines, os prejuízos foram de 55,8 milhões de euros, uma melhoria de 7,6 milhões face a 2018.
Em relação aos resultados desta transportadora aérea, a administração da SATA sublinha que o resultado líquido foi “fortemente afetado pelos gastos financeiros, que rondaram os 11 milhões de euros (+ 8,5 milhões de euros face a 2018) e pela aplicação de normas contabilísticas” específicas.
O número de passageiros transportados ascendeu a mais de 946 mil, um incremento de 6,3% face ao período homólogo, revelou a empresa.
A “contratação de aluguer de aeronave a terceiros (ACMI) por mais tempo do que o estimado”, a “imobilização prolongada (por motivos de manutenção de base) da aeronave Airbus A320, o que levou a necessidade de novo reforço adicional da frota da transportadora”, e a “necessidade de efetuar manutenções não planeadas na frota” foram outros motivos que pressionaram o resultado líquido negativo.
Decorrente da análise realizada ao contrato de locação do avião Airbus A330, a SATA diz ter procedido ao reconhecimento nas demonstrações financeiras de 2018 de uma provisão e, “com o impacto desta reexpressão, o resultado líquido de 2018 passou para -63,4 milhões de euros””, mais dez milhões de euros do que o valor inicial e que segue a linha do resultado de 2019.
Já a SATA Air Açores passou de prejuízos de 2,6 milhões de euros para lucros de dois milhões de euros.
Esta companhia tem um “capital próprio de 2,9 milhões de euros que se apresenta estável, face ao verificado no ano anterior”.
A empresa do grupo que opera dentro do arquipélago registou também um aumento no número de passageiros transportados, 767 mil (+ 4,7% face a 2018), e no número de voos realizados, “registando em 2019 15.290, mais 2,5% do que em 2018”.
“Destacam-se a melhoria dos resultados líquidos e operacionais de ambas as transportadoras aéreas, que compensaram o forte impacto que a dívida e juros da dívida continuam a assumir no exercício do ano. No essencial, a recuperação financeira do grupo SATA está dependente da concretização do plano de recapitalização das empresas, o que permitirá alcançar o seu equilíbrio operacional e financeiro”, diz a empresa numa nota à imprensa que acompanha os resultados do exercício.
Para 2020, é já referido pela administração o “cenário de crise absolutamente extraordinário provocado pela pandemia” de covid-19 e que “nada tem a ver com a situação presente ou passada” da empresa.
“Esta crise, sem precedentes na história da aviação comercial, exige a tomada de medidas excecionais, cuja amplitude e eficácia é, ainda, desconhecida. Contudo, a forma como até aqui o Grupo SATA tem superado os desafios, faz-nos acreditar que não será por falta de empenho, de conhecimento e de combatividade que não travaremos mais esta batalha”, concretiza Luís Rodrigues.

Possibilidades abertas por Bruxelas avaliadas pela SATA
O executivo está a avaliar “todas as possibilidades abertas” no quadro da União Europeia para fazer face às dificuldades financeiras do grupo SATA, na sequência da pandemia da COVID-19.
De acordo com Vasco Cordeiro “está a ser feita uma análise muito cuidada do impacto desta situação” de pandemia da COVID-19 nos resultados do grupo SATA, bem como de “todas as possibilidades que o grupo tem de recurso às medidas da Comissão Europeia, no âmbito da alteração do regime de ajudas de estado”.

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