Vice-Presidente do Governo solicita cooperação dos EUA para o fornecimento de vacinas

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Em carta hoje dirigida ao Ministro do Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, o Vice-Presidente do Governo Regional dos Açores, Artur Lima, solicita que o Estado português invoque o Acordo de Cooperação e Defesa entre a República Portuguesa e os Estados Unidos da América, nomeadamente o Artigo VI e o Anexo J, Artigo III do Acordo Técnico, a fim de estabelecer cooperação com as autoridades dos EUA para a vacinação dos açorianos contra o vírus SARS-Cov-2.

A missiva seguiu já por via digital ao cuidado do Ministro Augusto Santos Silva.

Na carta enviada, o Vice-Presidente do Governo refere que o fornecimento de vacinas aos Açores tem-se “revelado insatisfatório”, levando, aliás, a que o Governo dos Açores invocasse o Artigo 349.º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, para que as “fragilidades especiais” das regiões ultraperiféricas fossem acauteladas.

Artur Lima adianta, na missiva enviada ao ministro, que os Açores apresentam um Sistema Regional de Saúde frágil para lidar com o combate à pandemia, tendo em conta que seis das nove ilhas não têm hospital e nas três ilhas onde estas unidades existem, a capacidade de resposta é “diminuta”.

Além disso, refere ainda o Vice-Presidente do Governo dos Açores, a distância geográfica entre ilhas, as condições atmosféricas adversas e a escassez de meios por parte da Força Área Portuguesa, responsável pelas operações aéreas de evacuação médica, constituem limitações a uma gestão previsível e totalmente eficaz da pandemia na Região.

Segundo o governante, o Governo dos Açores está preocupado com o surto da estirpe inglesa do SARS-Cov-2 que, nas últimas semanas, se instalou na ilha de São Miguel.

Neste sentido, e apelando também às relações de amizade entre os EUA e os Açores,  Vice-Presidente do Governo entende ser “adequado que Portugal invoque os instrumentos referidos para imunizar a população dos Açores contra o SARS-Cov-2 de acordo com critérios científicos e técnicos que as autoridades de saúde pública considerem adequados”.

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