20 anos do Tribuna das Ilhas com o Faial

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A 19 de abril de 2002 surge nas bancas o semanário Tribuna das Ilhas. Era diretor do jornal Mário Frayão, Lídia Bulcão sua adjunta. Um jornal fruto “acima de tudo, dum suado espírito de cooperação entre homens e mulheres de diferentes ideologias, opostas concepções filosóficas e distantes credos religiosos”, lia-se no editorial de estreia. O que os uniu? “Uma comum inquietação com os problemas da sua terra, seja por nascimento ou por opção”.

Nesse dia destacamos a falta de recursos humanos que assolava as instituições de saúde dos dois lados do Canal. De lá para cá temos estado do lado dos faialenses com informação que dá conta dos protagonistas, dos principais projetos, das mudanças de ciclos, dos desafios e das promessas. Dos eixos que tornam o Faial naquilo que é e naquilo que se quer que seja.

Uma ilha destruída que se levantou e se abriu ao turismo

Nos primeiros meses de publicação o elo comum a muitas edições foram as obras de reconstrução. Quatro anos após o sismo de 9 de julho de 1998 estavam por concluir 47% dos 2801 processos da responsabilidade total do Governo Regional dos Açores (GRA). No caso dos 378 em que as obras estavam ao encargo dos sinistrados, com financiamento a fundo perdido e bonificação de juros, faltavam resolver 66. As igrejas estavam em “banho-maria”: faltava a luz verde para reconstruir parte delas e construir outras tantas de raiz. Em janeiro de 2004 arrancaram as obras dos templos das Angústias, Castelo Branco, Feteira e Praia do Almoxarife.

Para abandonar o rótulo de “fechada para obras” foram precisos ultrapassar processos burocráticos, centralismos dentro do próprio arquipélago e tricas partidárias entre o GRA e a República. Este clima de tensão teve o seu auge entre 2002 e 2003, culminando com José Contente, então secretário regional da tutela, a anunciar, em janeiro de 2003, uma paragem de oito meses na reconstrução por culpa da “quebra de solidariedade da República”. Semanas depois César leva ao Parlamento uma proposta de criação de uma sociedade anónima de capitais públicos: a Sociedade de Promoção e Reabilitação de Habitação e Infraestrutura SA (SPRHI). Foi o fim do CPR.

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