70 anos da Declaração dos Direitos Humanos – ALRAA, ESMA e CPCJ unem-se para assinalar data

0
17
TI

TI

A Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA), a Escola Secundária Manuel de Arriaga (ESMA) e a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) uniram-se e promoveram uma palestra com vista a assinalar os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e os 40 anos da adesão de Portugal à Convenção Europeia dos Direitos Humanos.
O evento decorreu na ESMA e incluiu a apresentação da peça de teatro “Fragmentos. Do desespero à esperança” interpretado por alunos do 10.º e 11.º anos.

No âmbito das comemorações dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e dos 40 anos da adesão de Portugal à Convenção Europeia dos Direitos Humanos, a ALRAA, ESMA e CPCJ promoveram no dia 4 de dezembro, no Auditório António Duarte, uma palestra intitulada “Importância dos Direitos Humanos numa sociedade livre e democrática”.
O objetivo desta iniciativa é que “os mais jovens não esqueçam as motivações que estiveram na origem da Declaração dos Direitos do Homem” avançou a Presidente da ALRAA ao Tribuna das Ilhas, acrescentando que é também importante que os jovens “tenham consciência de que apesar de vivermos numa democracia onde as existências dos direitos estão salvaguardadas, essa não é a realidade de todos os jovens no mundo”, disse.
Neste sentido, Ana Luís salientou que os jovens “têm alguma responsabilidade não só na manutenção desta sociedade que queremos democrática e livre, mas também que com a sua ação possam ajudar outros jovens que noutras circunstâncias e noutras realidades não vêem os seus direitos salvaguardados”.
A Presidente referiu ainda que “este tipo de informação nem sempre é fácil de transmitir, principalmente em idades como estas em que os direitos estão dados como adquiridos”, sublinhando ser “difícil explicar a importância da liberdade quando ela é algo que é sentido e vivido como se fosse uma coisa completamente natural e normal”.
Na sua intervenção na palestra Ana Luís procurou recordar os jovens de alturas em que foi preciso lutar pelos direitos e “estimular o diálogo com os seus familiares para que lhes possam contar histórias de uma outra realidade, de um país e de uma região onde não tínhamos liberdade para que eles se sintam motivados a lutar pelos seus ideais”.
Também Pedro Medeiros, presidente do Conselho Executivo da ESMA, na sua apresentação reforçou a importância de “marcar a recordação daquilo que tem sido a luta da humanidade na salvaguarda dos direitos humanos, algo que é facilmente esquecido e dado como garantido porque felizmente nós usufruímos desses direitos numa sociedade que é democrática, livre como é a sociedade portuguesa”.
Esta iniciativa contou ainda com a apresentação da peça de teatro “Fragmentos. Do desespero à esperança” interpretada por alunos do 10.º e 11.º anos, com a intervenção da Professora Lívia Silveira, Secretária da CPCJ da Horta, um momento de debate e partilha de opiniões com os alunos e momento musical proporcionado por um grupo de alunos da ESMA.

O MEU COMENTÁRIO SOBRE ESTE ARTIGO