A degradação do Regime!!!

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1. Sinais de um regime decadente
Os sinais da decadência do regime entram-nos pela porta diariamente.
Nos últimos tempos, tem sido avassaladora a frequência dos episódios ligados aos vícios da governação e a uma elite que paira à sua volta e cujos intervenientes pensam que são donos e senhores dos recursos públicos.
Vejamos alguns exemplos:
– Um helicóptero com instruções precisas relativas a um serviço de evacuação médica de emergência, desviado para dar prioridade ao transporte de familiar do dirigente que alterou essas mesmas instruções, deixando para segundo plano uma criança de 13 meses;
– Um concurso para um emprego no hospital em que o candidato, ou pelo menos o perfil – licenciado em relações públicas – parecia estar escolhido, independentemente de ser para a lavandaria ou para o serviço de logística (para o departamento de relações públicas é que parece que não era necessário);
– Uma resposta vingativa e de teor homofóbico de um presidente de câmara, que é também presidente de uma associação de municípios que integra 6 câmaras municipais, em que as outras autarquias do mesmo partido não mostram vontade de se demarcar do camarada;
– Um governo regional que para uns municípios se mostra tão exigente – vejam-se as ações recentes dirigidas à CM da Ribeira Grande – e para outros, da sua cor partidária, é cúmplice dos maiores atropelos ao interesse público.
A título de exemplo, atente-se na conivência da Direção Regional da Cultura relativamente à obra do campo de futebol construído pela Câmara Municipal da Horta na Torre do Relógio, por cima de um local de “inequívoco interesse arqueológico”, configurando um autêntico atentado ao património cultural desta ilha.
– Um relatório de inspeção a uma instituição financiada quase exclusivamente por dinheiros públicos (ARRISCA), com a identificação de situações graves e irregulares, escondido durante muito tempo, sendo a presidente da instituição nomeada diretora regional;
– Pessoas sem qualquer vocação ou qualificação nomeadas para cargos de confiança política em áreas fulcrais para os cidadãos, como a saúde ou os transportes, quer a nível local, quer a nível regional;
Enfim, os exemplos conhecidos são muitos e outros vão surgindo.
Está na altura de sacudir o pó e acabar com os vícios instalados.

2. A Mudança está em Curso!
A alternância da governação regional não cairá no colo da oposição. Os açorianos confiarão a liderança da região ao PSD quando se fartarem da falta de resultados e dos vícios desta governação socialista, e decidirem confiar no rosto e nas propostas do líder da oposição.
Acredito que a mudança está em curso.
Na ilha do Faial, acontece o mesmo. A governação da Câmara Municipal da Horta está, ao fim de 29 anos, desgastada. A falta de ideias é de tal ordem que uma simples placa toponímica já foi elevada à categoria de obra municipal.
Não há arrojo, não há audácia, não há dinâmica que impulsione o desenvolvimento da nossa ilha.
Há sim, uma confrangedora subserviência ao poder socialista regional, que inteligentemente tem afastado os políticos locais da mesma cor com maior percurso e trabalho feito, privilegiando aqueles que, sem percurso profissional ou méritos políticos conhecidos, mais facilmente aceitam as imposições centralistas do poder regional.
Será que os faialenses já o perceberam?
O Faial foi, precisamente, a única ilha dos Açores em que PSD venceu as eleições regionais em 2016.
Nas Autárquicas de 2017, a coligação Acreditar no Faial, liderada pelo PSD, venceu as eleições para a Assembleia Municipal, com 3.512 votos e 42.70% do total.
Para a Câmara Municipal, obteve também 42.81%, com 3.521 votos, ficando apenas a 351 votos da governação do município. Obteve o seu melhor resultado desde 1985, portanto, o melhor resultado dos últimos 32 anos.
E para as assembleias de freguesia, venceu em oito das treze freguesias, uma enorme vitória.
Os ventos de mudança estão a soprar.
Sopram muitas vezes no silêncio, porque os tais vícios do regime incluem a represália pelos que ousam questionar. Mas sopram…
No Faial, a alternativa e a esperança de um novo respirar e de uma nova dinâmica cresceram, e há que continuar a trabalhar para que cresçam ainda mais.
A social-democracia deve continuar fiel aos seus princípios, valorizando quer interna, quer externamente, todos os que estiverem disponíveis para dar o seu contributo, próxima de todas as pessoas e aberta à comunidade.
É assim que se conquista a confiança dos nossos concidadãos.
E é com esta visão – e com a agregação de todos – que os Açores e o Faial confiarão os destinos da região e da ilha a uma nova liderança, rumo a um futuro melhor.

 

28 de agosto de 2018

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