A Pontilha apresenta um Ensaio sobre A PROCURA no Teatro Faialense

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Depois de estrear no Teatro Ribeiragrandense, para mais de 500 espetadores,  o Grupo de Teatro a Pontilha traz até ao Teatro Faialense a peça Ensaio sobre A PROCURA, um espetáculo que leva o público numa viagem de entendimento sobre a procura, encenado e concebido por André Melo.

Em vésperas de ser apresentado na Horta, o Tribuna das Ilhas esteve à conversa com o seu encenador

A Pontilha – Associação Cultural e Desportiva da Ribeira Grande foi fundada no dia 13 de abril de 1984, desde então já apresentou mais de 30 peças de teatro. 

Este grupo não se dedica só ao teatro e cumprindo o seu principal objetivo de promover Cultura desenvolve ao longo de todo o ano as mais variadas iniciativas. No entanto, existem dois projetos a que dedica especial atenção: a Escola de Teatro e os workshops.

Em entrevista ao Tribuna das Ilhas o seu encenador e produtor André Melo, fala da peça e dos projetos futuros deste grupo.

A Pontilha apresenta um ensaio sobre A PROCURA que tipo de peça é esta?

Este é um espetáculo que joga com os sentidos nas mais variadas formas. É uma peça que nos faz pensar na “procura” nas mais variadas vertentes da nossa vida. Todos nós andamos à procura de algo, seja o amor, a fé, alcançar objetivos, a luta contra a solidão e mesmo procurar significados para o que às vezes parece não fazer muito sentido. A peça parte desta premissa, de ser uma “viagem” pelas buscas das nossas vidas. Não se enquadra num único género. O espetáculo tem alguma comédia, drama, tragédia, muito som e movimento. Há som, vídeo, cheiros e muita luz. Há alguma conceptualidade e exige ao espetador alguma reflexão. 

 Qual foi a fonte de inspiração para este trabalho? 

A PROCURA, nasce da vontade de sentir e querer fazer sentir. Ao longo dos últimos anos, as experiências e conhecimentos acumularam-se e a necessidade de serem transpostos apareceu. Este espetáculo nasceu espontaneamente tendo em conta o que me rodeava e rodeia. Eu ando sempre à procura de algo e por norma, as pessoas com quem convivo e trabalho são iguais. A busca é constante, e perceber que existem outras pessoas que “desligam” os sentidos, recusam-se a pensar e sentir, sempre me fez confusão. Tendo isto tudo em conta, senti a vontade de “incomodar” os espetadores e fazê-los refletir e sentir. Cada um sente à sua maneira e percebe o que percebe. O objetivo é mesmo pôr as pessoas a pensar através do teatro e da arte. 

Quantos elementos integram este grupo de teatro A Pontilha?

Temos uma equipa muito grande, pois a produção do espetáculo também não é pequena. Em palco, temos 16 atores. No resto da equipa, e infelizmente não podemos trazer todos, somos sete. Diretor técnico, técnico de som, maquilhadora, assistente de encenação, direção de cena, produtor e operador de vídeo e eu como encenador e produtor. Para o Faial, vieram 20 pessoas. Uma logística bastante complexa. 

 

Quanto tempo  levou por de pé esta peça, desde da criação do texto até à subida ao palco?

O texto resulta de um trabalho de pesquisa e organização, parte de mais de 20 autores e é curioso que foi um processo tão orgânico que foi rápido. Em cerca de dois meses e meio conseguimos por tudo a funcionar. A equipa dedicou-se de corpo e alma e conseguimos estrear com tudo pronto ao pormenor. 

A que público alvo se destina?

É um espetáculo para maiores de 6 anos. É um espetáculo complexo e que requer, tal como já referi, uma reflexão. Penso que se adequa à maioria das pessoas, porque o público vai encontrar pontos de convergência e acabará por se identificar com algo. Se não for numa cena será noutra. Haverá sempre alguma situação pela qual já passaram ou conhece alguém que já passou. Penso que existe uma cena para cada pessoa. Haverá sempre uma mais marcante que outra, por diversos motivos. 

Quando foi a estreia desta peça? 

Estreamos em maio deste ano, no Teatro Ribeiragrandense, em São Miguel. Fizemos duas apresentações e somamos perto de 500 espetadores. Também já temos mais apresentações agendadas para 2015.

Como tem sido a aceitação do público? Qual é o balanço?

Recebemos muito feedback, e muito positivo. Tivemos pessoas que assistiram à estreia e fizeram questão de repetir na segunda apresentação. Houve choro e gargalhada. Ficamos impressionados com a quantidade de pessoas que se emocionou no espetáculo, por um motivo ou outro. Há cenas fortes que provocam sensações também elas fortes. Estamos muito felizes com o resultado e reações de quem já nos presenteou com a sua presença. Esperamos que o público faialense, entre nesta aventura connosco.  

Quais são os projetos da Pontilha para o futuro?

A Pontilha tem diversos projetos. 2015 será um ano de muito teatro, mas não só. Vamos ter formações, pelo menos duas, vamos realizar a 4ª edição da Noite do Sketch, temos uma exposição a ser projetada e outros projetos ainda em fase de desenvolvimento de ideias. 

 

Leia a Entrevista completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 24 de outubro de 2014

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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