“Activa-te” – Semana da Saúde põe Faial a mexer

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O mês de Maio é considerado pela Organização Mundial de Saúde como o mês do Coração.

Inserido neste âmbito a APADIF – Associação de Pais e Amigos dos Deficientes das Ilha do Faial, organizou uma Semana inteiramente dedicada à saúde, sob o mote “Activa-te”.

Palestras, rastreios, desporto, jogos e informação, muita informação, foram as palavras de ordem durante estes dias que reuniram centenas de pessoas, desde miúdos a graúdos.

Tribuna das Ilhas esteve à conversa com Glória Neves, uma das mentoras deste projecto, que nos explicou que a ideia de levar por diante este evento surgiu por parte do Atelier da Saúde do Centro de Inclusão Juvenil que resolveu dinamizar durante o mês do coração vários ateliers.

Os temas abordados durante esta Semana da Saúde foram muito diversificados e tiveram como objectivo abranger o número máximo de pessoas possível.

“A adesão a este evento foi muito boa. Fizemos um convite às escolas e aos Centros de Convívio dos Idosos, e direccionamos os temas para as várias faixas etárias” – explica Glória Neves que diz ainda que “as crianças reagem muito bem a todas estas iniciativas. São muito curiosas e mostram-se muito atentas a tudo o que lhes é transmitido.”

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Depois de uma semana de trabalhos, Glória Neves diz ao Tribuna das Ilhas que gostava de ver acontecer uma “mudança de hábitos. Um dos principais objectivos desta iniciativa é o tentar fazer com que as populações mudem hábitos de vida. Se alguns desses hábitos mudassem seria muito positivo”.

 

 

Atelier de Saúde

Dentro do atelier de saúde, de acordo com Glória Neves, são abordadas questões relacionadas com a sexualidade, com as doenças sexualmente transmissíveis, hábitos alimentares, higiene oral e higiene diária, sempre em colaboração com o Centro de Saúde da Horta, cujo público alvo são jovens em risco de abandono e absentismo escolar.

Instada a pronunciar-se sobre as principais problemáticas abordadas pelos jovens utentes, Glória Neves diz que “os problemas familiares são a base dos estigmas pelos quais são afectados os nossos utentes. A escola também tem um papel muito preponderante, porque a maior parte dos jovens têm pouco aproveitamento escolar. Nós tentamos dar um acompanhamento aos estudos.”

 

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