AIR Center conta com adesão de centro de Oxford

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O Governo evidenciou ontem que o AIR Center – Centro Internacional de Investigação do Atlântico, situado na ilha Terceira, nos Açores, é uma “instituição em rede” que cria emprego com impacto global, realçando a nova adesão do Reino Unido com a criação de um centro em Oxford.

Respondendo à deputada do PS Lara Martinho, que recordou que um dos compromissos do Orçamento do Estado para 2020 “é a valorização do posicionamento atlântico de Portugal na Europa”, havendo um reforço para o AIR Center enquanto instituição internacional em rede, o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior sublinhou a necessidade de esse posicionamento do país ser “concretizado num quadro onde temos de perceber como o esforço da transição digital” pode ser usado para responder às alterações climáticas. Manuel Heitor falava durante a sua audição, no Parlamento, na discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2020.

“Hoje sabemos que a relação entre os oceanos e o clima” induz “novas atividades económicas, sobretudo de observação da Terra”. Por isso, o Executivo teve, em “estreita sintonia com a Agência Europeia do Espaço, uma estratégia de orientar o AIR Center para as atividades de observação da Terra” e criou “o primeiro laboratório da Agência Espacial Europeia (ESA) em Portugal, na ilha Terceira”, disse o governante.

Manuel Heitor explicou que o posicionamento de Portugal na ESA “é de reforço das atividades de observação da Terra, porque criam emprego”, sobretudo num quadro que vai do apoio às pescas, à segurança e à monitorização e controlo do Atlântico.

“E por isso a estratégia de, em 2020, continuarmos o aprofundamento do AIR Center como uma instituição internacional em rede que tenha impacto local, mas que induza corresponsabilização de Portugal nos grandes desafios que hoje nos afetam”, concluiu o ministro.

Para além do reforço do AIR Center inscrito no Orçamento, a vice-presidente da bancada do PS Lara Martinho frisou a estratégia Portugal Espaço 2030, com vista a “potenciar a indústria do espaço de alto valor acrescentado, desenvolver a Agência Espacial Portuguesa – Portugal Space, e dinamizar a nossa participação na Agência Espacial Europeia”.

“Estes são dois campos de ação internacionais que estão intimamente ligados aos Açores”, congratulou-se.

Aqui, a parlamentar socialista recordou “as críticas” e o “ceticismo da oposição quanto aos resultados destes projetos para os Açores”. “Mas, o que era visto como ‘publicidade para entreter’, hoje é uma realidade”, asseverou.

Lara Martinho mencionou o “apoio inédito” no valor de 2,5 milhões de euros por parte da Agência Espacial Europeia para a criação do primeiro laboratório da ESA sobre a observação da Terra, que foi instalado na ilha Terceira e que, atualmente, está a desenvolver um projeto de mapeamento de mioplásticos no Atlântico.

Foi criada a Portugal Space, foi instalada a nova antena da ESA e promovido o Programa Internacional dos Açores para o Lançamento de Satélites, “todos estes três projetos na ilha de Santa Maria”, frisou.

A parlamentar açoriana assegurou que esta estratégia global “afirma os Açores enquanto centro de pesquisa científica e tecnológica de grande importância mundial”.

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