AJIFA a funcionar com comissão de gestão após a demissão da direção

0
14

Os elementos que integravam a direção da Associação de Jovens da Ilha do Faial (AJIFA) demitiram-se ficando assim a organização com um vazio diretivo. A direção AJIFA era liderada por André Silva, que tomou posse como presidente, há cerca de dois anos, aquando da fundação da associação. Tribuna das ilhas falou com o ex presidente, que lamentou esta situação. Na sequência do pedido de demissão do Presidente da Direção a 15 de agosto de 2016 a que se seguiu a demissão da restante Direção quatro dias depois, foi convocada uma Assembleia Geral Extraordinária para 29 agosto, com o objetivo de encontrar uma nova Direção e “soluções para o futuro” da associação. No entanto, segundo informação disponibilizada no site da Associação “não foi apresentada nenhuma lista”, e não se “antevendo a possibilidade de tal acontecer, entenderam os associados presentes na reunião nomear uma Comissão de Gestão”. De acordo com a AJIFA, no âmbito dessa decisão, que foi aprovada por unanimidade, “voluntariaram-se os associados Ana Pimentel, Ana Veloso, Brigite Silveira, Márcia Nunes, Marla Pinheiro, Tânia Rosa e César Vieira para assumir a referida comissão”, que a partir desta data fica encarregue da gestão da associação até que sejam “reunidas condições para a realização de novas eleições ou até ao final de 2016”, avança. A falta de lista alternativa já se tinha verificado nas últimas eleições, acabando André Silva por ser reconduzido por mais um ano. Sem capacidade para renovar órgãos sociais muitas são as associações, instituições, clubes, etc, que acabam por ceder e encerram atividade. No entanto, não é esse fim que se apresenta para esta organização, espera o ex presidente. André Silva, apesar que não se querer pronunciar sobre o motivo da sua decisão, em virtude de poder vir a “apresentar argumentos que possam mais tarde colocar em causa a própria continuidade da associação”, avançou que “a Comissão, de acordo com o que está definido a nível de estatutos e naquilo que é normal numa comissão de gestão, será responsável pela gestão da AJIFA até que haja marcação de novas eleições, a apresentação de uma lista e a constituição de novos órgãos”. “Por norma estas comissões de gestão o que fazem é assegurar aquilo que são os encargos e os compromissos que a associação tem assumidos”, esclarece, adiantando ainda que em relação às atividades não sabe o que ficou definido, uma vez que se encontrava ausente da ilha aquando da realização da última assembleia geral. Uma vez que a AJIFA conta com o apoio do Governo através da Direção Regional da Juventude (DRJ), este semanário questionou o presidente cessante se o facto da Associação não conseguir constituir direção pode colocar em causa a sua continuidade. A este respeito André Silva, explicou que “Associações de Jovens perante a DRJ, apenas têm de cumprir os requisitos impostos, nomeadamente ter uma direção com 75% de elementos com menos de 30 anos e a nível de órgãos sociais a associação cumpre”, salientando no entanto que, “perante a DRJ é óbvio que o facto de não estarem os órgãos sociais devidamente constituídos é uma preocupação, mas que não coloca em causa a sua continuidade”, garante. No entender de André Silva é sim motivo de preocupação o facto de “não haver jovens a manifestar interesse em dar continuidade ao projeto”, mas tem esperança “que se encontrem órgãos sociais a curto prazo”. O jovem, com alguma tristeza, observa que noutras ilhas existem associações com grande movimentação de jovens, em que estes “procuram as associações e envolvem-se nas suas atividades e há mesmo alguma disputa pela liderança das mesmas”. No Faial causa-lhe uma certa “confusão a acomodação e a falta de interesse em torno da associação”, lamenta. André Silva não tem resposta para esta situação, mas reforça que “é preocupante” ver que os “jovens estão desligados de projetos que de alguma forma podiam dar outro ânimo e outro desenvolvimento à ilha em torno da juventude”, lembrando que em cerca de dois anos “a AJIFA promoveu mais de 20 atividades, fez parcerias com entidades e investimentos de cerca de cinco mil euros”. O jovem faz um balanço positivo destes dois anos considerando que a associação “fez um bom trabalho”, no entanto considera “é necessário fazer alguma coisa urgentemente” em matéria de juventude “para não se cair num vazio”, conclui o jovem.

O MEU COMENTÁRIO SOBRE ESTE ARTIGO