Algas: Uma invasão silenciosa que vem do mar

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algas invasoras

A Rugulopteryx okamurae começou a arrojar nas costas do Faial em 2021. Os perigos desta alga invasora são múltiplos, quer ao nível da saúde pública quer para os setores das pescas e turismo. Especialistas querem aposta na monitorização para evitar maiores danos e chegada a outras ilhas e secretaria do Mar e Pesca quer que Academia continue a estudar.

Espécies invasoras não existem só em terra e por cá não precisamos procurar muito para ver as provas disso nas nossas zonas costeiras. Em 2019 foram detetados em São Miguel os primeiros espécimes de Rugulop-teryx okamurae, uma alga originária do Pacífico que chegou à costa mediterrânea de França em 2002. Entre-tanto, em 2015 e 2016, proliferou pelas zonas em redor de Málaga, Gibraltar e costa do Norte de África, como Ceuta.

Menos de cinco anos depois foi encontrado nos Açores, sendo o primeiro foco o porto de Ponta Delgada. Em 2021, no Faial, os arrojamentos em grandes quantidades de algas geraram curiosidade na comunidade científica local pois as quantidades não eram semelhantes às vistas nos normais arrojamentos de inverno. Recolheram-se amostras e, na Universidade do Algarve, testaram e comprovaram a chegada desta espécie e não outras que tínhamos nos nossos mares, da família das Dictiotas.

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