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Autarcas liberais defendem melhor cooperação entre serviços de apoio social

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Os autarcas eleitos pela Iniciativa Liberal nos Açores defenderam, este fim de semana,
“a necessidade de uma cooperação mais eficaz entre instituições” da área social, bem
como “a partilha de recursos técnicos e humanos”, por forma a melhorar
significativamente a prestação de cuidados na área social.

Após uma visita ao Centro Paroquial de Bem Estar Social de São José, no concelho de
Ponta Delgada, a Deputada Municipal de Ponta Delgada, Alexandra Cunha, e o
membro da Assembleia de Freguesia de São José, Ricardo Freitas, dizem ter
“identificado várias áreas de intervenção e possíveis soluções para os desafios na área
social”.

O envelhecimento da população, o aumento de idosos a viverem sozinhos
(“confrontando-se com o isolamento e a solidão”), as questões relativas à saúde
mental, aos sem-abrigo, à formação e apoio ao financiamento solidário, entre outras,
estiveram em cima da mesa, tendo-se concluído que “a realidade torna urgente a
implementação de políticas sociais mais assertivas e concertadas, respondendo às
especificidades da freguesia de São José, em particular, mas extrapolando desta
realidade local para a realidade regional”.

“Acreditamos que, com esforço conjunto e a implementação de medidas estratégicas,
será possível melhorar a qualidade de vida dos habitantes de São José e responder
eficazmente aos desafios identificados, potenciando os bons exemplos daqui para
outras localidades da nossa Região onde problemas semelhantes se registem”,
afirmaram Alexandra Cunha e Ricardo Freitas.

Depois de terem conhecido ao pormenor projetos de apoio social como o “Projeto São
Lucas” (criado no contexto da troika, fundamental para providenciar formação e apoio
a mais de 20 famílias, estando sustentado em financiamento solidário, o demonstra a
capacidade da comunidade em unir esforços em tempos adversos) ou o “Projeto
Azálea” (no âmbito da saúde mental, onde é dado apoio a mulheres), os autarcas
concluíram que “mais relevante é a necessidade de uma cooperação mais eficaz entre
instituições”, inclusive ao nível da “partilha de recursos, como psicólogos, e a criação
de uma entidade que coordene o trabalho de várias instituições”.

A reunião sublinhou também “a relevância de políticas de emprego adaptadas que
permitam a integração (quer das mulheres apoiadas no âmbito do Projeto Azálea, quer de outros beneficiários destes apoios sociais) no mercado de trabalho, considerando as
capacidades e competências de cada caso”.

Paralelamente, outras valências do Centro Paroquial de São José, como creches, ATL’s
e centros de convívio para idosos, reforçam a rede de suporte social existente.

Sem-abrigo, habitação e segurança pública

“A questão dos sem-abrigo em Ponta Delgada e a segurança pública foram
identificadas como áreas prioritárias. Locais como os WC’s da Avenida Roberto Ivens e
o Campo S. Francisco carecem de medidas de segurança efetivas. A reunião salientou
ainda a importância de diversificar a localização dos recursos habitacionais, evitando a
criação de zonas de elevada concentração de problemas sociais”, revelaram à saída os
eleitos locais liberais.

Em síntese, elogiando “o meritório trabalho” desenvolvido por IPSS’s (Instituições
Particulares de Solidariedade Social), como o Centro Paroquial de São José, Alexandra
Cunha e Ricardo Freitas não têm dúvidas: “é essencial mudar o paradigma das políticas
públicas de apoio social, acabando com esta visão de que atirar dinheiro para cima dos
problemas os resolve e investir fortemente na política de educação, porque o futuro
passa pela literacia, passa pela educação pela e para a liberdade”.

Neste sentido, os autarcas da IL/Açores destacaram também “o novo projeto na área
das valências educativas, financiado pela Câmara Municipal de Ponta Delgada, que se
inicia a 15 de novembro, com o objetivo de fortalecer competências emocionais,
potenciando o sucesso escolar e que irá abranger 160 pessoas, sob a orientação da
Dr.ª Célia Carvalho da Universidade dos Açores”.

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