Banco Português de Fomento – Paulo Moniz acusa governo de excluir os Açores das linhas de apoio

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DR/PSD
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O deputado do PSD/Açores na Assembleia da República, Paulo Moniz, acusou o Governo de excluir a Região do acesso à linha de Apoio à Economia COVID-19 do Banco Português de Fomento (BPF), dirigida às empresas do turismo e indústria.

O social democrata questionou diretamente o Primeiro-Ministro António Costa, para saber as razões pelas quais, “incompreensivelmente, as Regiões Autónomas ficaram de fora do processo, contrariando toda a descrição institucional do BPF, no que respeita aos seus valores, missão e pretensões”, explica.

Paulo Moniz sublinha que o BPF, S.A, nasceu em novembro de 2020, “com o intuito de criar soluções inovadoras para apoiar projetos nacionais e internacionais, promovendo a sustentabilidade e desenvolvimento económico, como podemos ler nas descrições do propósito de desenvolvimento daquela nova instituição financeira, citadas do Programa do XXII Governo Constitucional”, refere.

“Ora, uma instituição pública, criada para que exista um Portugal competitivo, com um futuro mais inovador e sustentável, e que visa promover a coesão económica e social territorial do país, não pode deixar os Açores de fora”, adianta o deputado do PSD na República.

Paulo Moniz concretiza que, “não sendo naturalmente alheio a toda a realidade que se passa no nosso país, fruto da pandemia da COVID-19, o BPF abriu linhas de apoio e programas aos quais as empresas podem candidatar-se”.

“Estamos a falar de uma linha de apoio às empresas ligadas à indústria e turismo, com uma dotação superior a 1000 milhões de euros, para apoiar o emprego e postos de trabalho daqueles dois setores, bastante prejudicados pela pandemia”, descreve.

Paulo Moniz acrescenta que, “cada um dos setores em causa gera ramificações importantes, alojamento, transportes, restauração, profissionais de informação turística, agências de viagens, comércio e a própria indústria”.

Assim, “é urgente perceber as razões específicas para os Açores não estarem contemplados nos critérios de acesso das suas empresas às linhas de apoio do BPF”, avançando já que, “caberá ao Governo da República o compromisso de solucionar e emendar esta lacuna e exclusão das micro, pequenas e médias empresas dos ramos do turismo e indústria do arquipélago, incluindo, o quanto antes, a Região nas possibilidades de acesso a referidas linhas de apoio”, concluiu.

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