BE denuncia problemas na colocação de professores com consequências para os alunos

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O Bloco de Esquerda denuncia problemas na colocação de professores em várias escolas da Região e alerta para as consequências negativas que estas situações vão trazer aos alunos afetados.

Estão em causa turmas do primeiro ciclo que, por não terem um professor a tempo integral, vão ter aulas repartidas por dois professores que, por sua vez, estavam destinados a assegurar medidas de educação especial e apoio educativo. E ainda a existência de 17 alunos Surdos sem professor de Língua Gestual Portuguesa.

No primeiro caso, a situação terá prejuízos não só para os alunos com necessidades de apoio à aprendizagem, mas também para os alunos do 1º ciclo que terão as aulas repartidas por dois docentes.

Num requerimento enviado hoje ao parlamento, os deputados do BE perguntam ao secretário regional da Educação e Cultura porque não foram integrados ou contratados professores suficientes para a assegurar a lecionação de todas as turmas do 1º ciclo.

O BE quer também saber como justifica o Governo o recurso a docentes com redução horária e a assegurar medidas de apoio educativo especial para colmatar a falta de docentes a tempo integral em turmas do 1º ciclo, e como serão evitados os prejuízos pedagógicos destes alunos com necessidades educativas especiais.

Estas medidas de apoio educativo especial são fundamentais para combater o insucesso escolar num modelo de escola inclusiva.

No caso dos alunos Surdos que estão desde o início do ano letivo sem a disciplina de Língua Gestual Portuguesa, os deputados do BE acusam o Governo de insensibilidade: “Após os problemas sucedidos com a contratação de Intérpretes de LGP no ano letivo transato, os alunos Surdos são novamente prejudicados pela falta de planeamento e economicismo da Secretaria Regional da Educação e Cultura”.

Isto porque, para reduzir custos – num claro desrespeito por estes profissionais e pelos alunos Surdos – o Governo optou por fazer a contratação através da Bolsa de Emprego Público dos Açores (BEPA) destes profissionais enquanto técnicos, em vez de abrir vagas no concurso de professores.

O concurso na BEPA ainda está a decorrer, deixando 17 alunos Surdos sem aulas de Língua Gestual Portuguesa desde o início do ano letivo.

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