BE faz aprovar voto de saudação a escritores e músicos que marcam posição contra o racismo

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O parlamento dos Açores aprovou hoje por unanimidade um voto de saudação a um grupo de músicos e escritores – entre os quais alguns açorianos – que subscreveram cartas abertas contra o racismo.

Paulo Mendes, deputado do Bloco de Esquerda que apresentou o voto, assinalou que “o discurso de ódio com motivação racial, orientação sexual ou de género não é mera opinião, ao abrigo da liberdade de expressão, pois atenta contra a liberdade não só individual como coletiva de grupos étnicos e contraria a sã convivência entre etnias nas sociedades multiculturais que têm na diversidade a sua principal riqueza”.

Para os subscritores destas cartas abertas, o racismo e a intolerância não precisam de espaço para respirar, nem são simples idiossincrasias da sociedade.

Compactuar, ativa ou passivamente, com manifestações de racismo e de discursos de ódio é atentar contra os Direitos Humanos e é sintomático do saudosismo de um passado opressor e segregador.

Joel Neto, Madalena San-Bento, Onésimo Teotónio Almeida, Paula Sousa Lima, Camané, João Gil, Jorge Palma, Mário Laginha, Rita Redshoes e Salvador Sobral são alguns dos músicos e escritores subscritores das cartas abertas contra o racismo.

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