BE: “Os partidos democratas não podem ser tolerantes com o racismo e xenofobia e com quem quer destruir a democracia”

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“A democracia e os partidos democratas não podem ser tolerantes com o racismo, com a xenofobia e com quem quer destruir a democracia”, disse António Lima, demonstrando preocupação pelo facto de os partidos da coligação – PSD, CDS e PPM – tentarem tornar “aceitável os meios, os métodos e a linguagem” do Chega, porque o Governo depende desta relação.

No seguimento de uma declaração política do Chega, o deputado António Lima lamentou que o líder parlamentar do PSD tenha tentado traduzir, amaciar e tornar aceitável as políticas defendidas pelo Chega: “Esta foi a grande mudança que introduziram no sistema político, não só nos Açores, mas em todo o país, e que terá efeitos perversos”.

António Lima lembra mesmo que o Chega quer voltar a instaurar um regime com base nos princípios da ditadura do Estado Novo – até com referências explícitas à expressão “Deus, Pátria e Família” – contra a qual muita gente lutou para implementar uma democracia.

A forma como se dirige a outros partidos e deputados – chegando ao ponto de acusar outros deputados de ter ‘desequilíbrios mentais’ – demonstra bem a natureza do Chega, salientou o deputado do Bloco de Esquerda.

António Lima assinalou o facto de o Chega ser o partido que menos propostas entregou até agora no parlamento. De facto, desde que o deputado José Pacheco é líder parlamentar do Chega, o partido ainda não entregou qualquer iniciativa legislativa no parlamento. “Isso quer dizer que o deputado José Pacheco quer é falar, insultar e dizer coisas. Propor e trabalhar, como o senhor diz tanto que faz, aí já não é consigo”.