BE quer aplicar receitas da Região no alívio do sufoco de trabalhadores e pensionistas

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O aumento de receitas da Região em relação ao ano passado – mais 30 milhões de euros provenientes de impostos, e mais 24 milhões de euros da República e da União Europeia – deve ser direccionado para “aliviar de forma séria os trabalhadores e trabalhadoras e os pensionistas do sufoco a que têm sido sujeitos nos últimos anos”, disse a deputada do Bloco de Esquerda, defendendo uma série de medidas de dinamização da economia para o orçamento dos Açores para 2016, que está em debate no parlamento açoriano.

“O Governo Regional acha que está tudo bem na nossa Região”, mas a verdade é que “a pobreza estrutural, o empobrecimento de largas camadas da população, os baixos salários, a precariedade, a emigração, e o desemprego jovem permanecem”, criticou a deputada Zuraida Soares.

Para inverter esta situação, o BE vai propor medidas como a redução de impostos – através da implementação do diferencial fiscal de 30% também no segundo escalão do IRS, assim como no escalão máximo do IVA –, o aumento intercalar do salário mínimo regional em 30 euros mensais, e o aumento de 15 euros mensais das pensões inferiores ao salário mínimo regional.

“Porque é que o Governo Regional não aumenta em 15 euros por mês, as pensões inferiores ao salário mínimo regional? Este dinheiro não iria para a banca nem para os ‘off-shores’, seria todo investido no mercado interno, em leite, pão, medicamentos, e em tudo aquilo que os pensionistas precisam, mas não têm dinheiro para comprar”, disse Zuraida Soares.

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