Boas notícias (ou a realidade alternativa?)

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As boas notícias não são apelativas para a comunicação social. Não chamam a atenção do leitor e não vendem. Também não o são para a oposição a quem governa.
Não refutando a evidência dos bons resultados, a estratégia da oposição centrava-se na ideia que os mesmos se deviam a cativações para esconder cortes, apelidando de “austeridade encapotada”. Teoria essa desmascarada pela própria presidente do Conselho de Finanças Públicas, que em abril anunciou que “as cativações do ano passado foram as mais baixas desde 2013”.
O País está melhor e o caminho que antes era apresentado como “sem alternativa” foi desmentido pela realidade. Sabemos hoje que era mesmo possível devolver rendimentos, não cortar pensões, aliviar os impostos para a classe média e repor os apoios sociais. Mas o mais importante é que sabemos que foi esse caminho que permitiu um maior desenvolvimento económico.
Não só as cativações são mais baixas, como na saúde, o atual Governo, com o apoio da esquerda, aumentou o investimento com o SNS em 700 milhões de euros e o número de pessoas a trabalhar no sector aumentou em mais de 800.
Nos últimos anos, quem ganha o salário mínimo teve ganhos de 15%, quando antes se afirmava que se este fosse aumentado iria provocar desemprego e que o ideal até seria reduzir.
A realidade demonstrou que desde que o atual Governo tomou posse, foram criados 300 mil empregos, o que de acordo com o INE empurra a taxa de desemprego para o valor mais baixo desde 2004.
Felizmente que os dados dos primeiros meses deste ano mantêm a tendência de boas notícias. Segundo o Jornal de Negócios, entre janeiro e maio de 2018 nasceram 17 mil empresas em Portugal, o que se traduz num aumento de 13,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Já os processos de insolvência registaram uma quebra de 9,9% em igual período.
O INE revelou que o índice de volume de negócios na indústria acelerou para uma variação homóloga de 6,7%, o que demonstra que a economia portuguesa continua a dar sinais de sustentação na recuperação.
O nosso país conseguiu no dia 9 de Maio financiar-se com o juro mais baixo de sempre nas emissões de 10 e de 5 anos. Para além do desafogo financeiro é a prova que os investidores internacionais acreditam em Portugal e no caminho traçado pelo atual Governo.
Este mês ficamos ainda a saber que o número de famílias que não cumprem com o pagamento das prestações do crédito recuou para um novo mínimo histórico. Segundo o Banco de Portugal, no espaço de 1 ano, cerca de 60 mil famílias saíram dessa situação.
No boletim económico de Maio, o Banco de Portugal destaca uma “convergência real da economia portuguesa com o conjunto dos países da Zona Euro”. Os 3 destaques para o maior crescimento económico dos últimos 17 anos foram o mercado de trabalho, as exportações e o investimento.
Também este mês o INE, no seu inquérito trimestral de Emprego, anunciava que o salário médio líquido dos trabalhadores portugueses subiu 3,5% no primeiro trimestre de 2018, face ao mesmo período de 2017,atingindo assim os 876€ mensais, o maior aumento em sete anos. Um outro facto interessante é que quase metade do emprego criado em 2017 corresponde a salários acima dos 1200€.
E se dúvidas existiam que estamos melhor é ver agora o PSD a exigir aumentos de salários para os funcionários públicos, quando há 3 anos atrás pretendiam manter perpétuos os cortes, entretanto já repostos.
Não quero com isto dizer que vivemos num país cor-de-rosa, muito ainda há por fazer. Agora o que é claro é que nos últimos 3 anos, com a governação atual e com este novo rumo, Portugal está indiscutivelmente melhor. E quem não é capaz de admitir tal facto é porque vive numa realidade alternativa.

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