Bolieiro tem nas mãos o futuro dos Açores

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Na próxima terça-feira, os Açores terão um novo Governo, com novas caras, e de uma cor diferente, ou melhor, de múltiplas cores, já que o mesmo resulta de um acordo tripartido entre PSD, CDS/PP e PPM.
No entanto, o caminho que nos irá levar a esse final começou bem antes, logo a seguir ao ato eleitoral de 25 de outubro e prosseguiu com a indigitação, no passado sábado, de José Manuel Bolieiro como Presidente do Governo Regional por parte do Representante da República.
Ninguém esperava o que aconteceu às 18.25h desse dia no Solar da Madre de Deus. Vasco Cordeiro acreditava que seria ele o indigitado para formar governo, José Manuel Bolieiro tinha também uma pequena esperança, pois sabia o esforço que tinha feito para levar ao Representante da República uma solução de governo à direita.
Efetivamente, pelo menos por aquilo que transpirou para a opinião pública, Bolieiro foi o único que conseguiu apresentar uma maioria absoluta que sustente um elenco governativo. Vasco Cordeiro nem o tentou, o que significa que mantêm intatas as suas aspirações a ser candidato nas próximas legislativas regionais.
Ainda não tomou posse o seu governo e o Presidente do PSD/Açores já viu aparecer dois trunfos importantes que, certamente, irão influir na sua governação: o anúncio que a vacina da farmacêutica Pfizer e da parceira alemã BioNTech contra a covid-19 obteve uma eficácia de 90% nos resultados preliminares e que poderá chegar aos doentes no início do próximo ano.
Bem como a aprovação no Parlamento Europeu do Orçamento da UE para 2021-2027 e do Fundo de Recuperação que ajudará os países europeus a recuperar após a pandemia de Covid-19.
Todavia, se há avanços, também existem obstáculos com que terá que lidar no imediato, como sejam o aumento crescente e preocupante dos casos de Covid-19 na Região, sobretudo, na ilha do São Miguel e o ataque, feroz, do Partido Socialista e dos restantes partidos de esquerda que viram fugir-lhes o poder, bem como de algumas figuras políticas nacionais, relativamente ao acordo alcançado com o Chega!.
A tentativa constante de pôr em causa e deitar por terra esse acordo, comprometendo a maioria de direita parlamentar, será, sem dúvida, uma das grandes batalhas que terá que travar no seu percurso governativo.
Mas, se foi difícil alcançar o poder, o que dizer da tarefa hercúlea de recuperar a nossa economia? O desemprego, por mágica, começou a acelerar de forma preocupante, o tecido produtivo regional é bastante escasso e circunscrito, o setor do turismo e da restauração, alavanca recente da nossa economia, está em crise profunda devido aos efeitos nefastos da pandemia Covid-19 e a pobreza atinge cada vez mais açorianos, resultado de uma política assistencialista.
E as finanças? Ninguém sabe o que ali se irá encontrar. Será que o valor da dívida pública corresponderá aquele que foi constantemente transmitido pelos responsáveis governamentais? Qual será a real dívida da SATA? E das restantes empresas públicas?
Bolieiro não poderá esconder nada aos açorianos, terá que falar sempre a verdade, estes têm que saber o real estado em que se encontra a Região, pois foi para essa mudança de atitude governativa que eles votaram.
Está nas suas mãos um futuro mais próspero para os Açores.

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