Bombeiros retidos na ilha do Corvo sem autorização para regressar a casa

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O responsável da Autoridade de Saúde Regional dos Açores admitiu hoje que alguns bombeiros estão retidos na ilha do Corvo há mais de duas semanas à espera de autorização para regressarem a casa, devido à covid-19, alegando que os casos serão reapreciados.

“Não se confirmando nenhuma cadeia de transmissão na ilha [Graciosa], é claro que agora podemos pensar de uma outra forma e ter aqui um outro tipo de informação que nos ajude a decidir sobre as autorizações de deslocação. Nesse sentido, iremos reapreciar esses casos, a par de outros”, afirmou, em Angra do Heroísmo, no ponto de situação diário sobre a evolução do surto de covid-19 na região.

Em causa estão cinco bombeiros das ilhas Graciosa e São Jorge, que se deslocaram à ilha do Corvo para uma prestação de serviços no aeródromo, que deveria ter demorado duas semanas, mas já ultrapassou os 40 dias, porque ainda não obtiveram autorização para viajar.

Desde o dia 19 de março que as ligações aéreas e marítimas inter-ilhas nos Açores estão reduzidas a transporte de carga e ao transporte excecional de passageiros, com autorização da Autoridade de Saúde Regional.

Questionado pelos jornalistas sobre este caso, Tiago Lopes justificou a demora com a necessidade de garantir que existiam condições de segurança para que a viagem se efetuasse.

“Tínhamos alguns casos positivos registados ainda na região e estivemos a avaliar se esses casos positivos, nomeadamente na ilha Graciosa, iriam originar alguma cadeia de transmissão”, afirmou.

O responsável da Autoridade de Saúde Regional admitiu rever o caso destes bombeiros, mas salientou que continuará a existir “alguma contenção nas deslocações inter-ilhas”, sobretudo para ilhas sem casos positivos de covid-19 (Corvo, Flores e Santa Maria).

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