O cancro do pulmão persiste como uma das doenças oncológicas mais letais, expondo, com crueza, a distância entre o que sabemos e o que efetivamente fazemos para prevenir, diagnosticar e tratar precocemente uma patologia que continua a ceifar vidas de forma silenciosa. Nos Açores, a doença permanece entre os tumores com maior incidência, com valores anuais que oscilam entre 130 e 140 novos casos, segundo dados oficiais divulgados pelo Centro de Oncologia dos Açores. A sua natureza silenciosa, e frequentemente assintomática em fases iniciais, contribui para diagnósticos tardios e para uma taxa de cura que apenas a realização de rastreios poderá reduzir entre 20% e 30%.
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